Dani Castro encara o Ironman 70.3 SP após o Mundial de Nice
Triatleta detalha a recuperação em oito dias, analisa o percurso na capital paulista e dá dicas para a prova.
Apenas oito dias após competir no Mundial em Nice, Dani Castro alinha para o seu terceiro Ironman 70.3 São Paulo. A triatleta compartilhou detalhes da sua transição rápida de provas, conselhos práticos para o percurso paulistano e sua mentalidade para a disputa na concorrida categoria 25-29 anos.
Apenas oito dias separam a linha de chegada do Campeonato Mundial de Ironman 70.3 em Nice da largada do Nubank Ultravioleta Ironman 70.3 São Paulo. Para a triatleta amadora Dani Castro, a sequência intensa de viagens e provas faz parte da rotina de quem acumulou três participações em Mundiais — Nova Zelândia em 2024, Marbella em 2025 e agora a etapa francesa na Riviera.
Da Riviera Francesa para a Marginal Pinheiros
Em Nice, Dani adotou uma estratégia focada em desfrutar a experiência global. Com uma natação sem roupa de borracha, a atleta encarou a clássica subida de 10 km do Col de Vence de forma dosada para aproveitar o visual e soltar a bike na descida técnica. Além de competir no sábado, a presença no evento permitiu acompanhar de perto grandes nomes do circuito profissional masculino, como Kristian Blummenfelt e Hayden Wilde.
A volta para o Brasil exigiu apenas ajustes leves na rotina para manter o corpo ativo. Com a diferença de cinco horas a favor no fuso horário facilitando o descanso matinal, a preparação final na semana da prova em São Paulo limitou-se a uma transição curta de 20 minutos de ciclismo e 20 minutos de corrida para soltar a musculatura. O principal contraste sentido pela atleta foi a queda de temperatura entre o calor europeu e o clima mais ameno da capital paulista.
Dicas práticas para o percurso de São Paulo
Indo para sua terceira participação no Ironman 70.3 São Paulo, Dani Castro pontuou cuidados essenciais para quem vai encarar o trajeto. A natação na Raia Olímpica da USP é considerada plana e com navegação direta, permitindo nadar no embalo do pelotão sem grandes desvios.
No ciclismo pela Marginal Pinheiros, a atenção deve se concentrar nos trechos iniciais de asfalto irregular. Dani recomenda prender bem as caramanholas, inclusive reforçando os suportes com elásticos para evitar a perda de hidratação e suplementação nos primeiros solavancos — problema que ela mesma enfrentou em sua estreia na prova. Uma vez posicionado no trecho principal, o percurso plano favorece manter uma posição aerodinâmica constante.
Já na corrida, o alerta fica para as irregularidades pontuais do piso, mas a dinâmica geral é veloz e embalada pelo apoio do público ao longo do circuito, tornando a percepção de tempo bastante ágil até a linha de chegada.
Foco no próprio ritmo na categoria 25-29
Com cerca de 40 competidoras inscritas na disputada categoria 25-29 anos, a triatleta optou por não estudar as adversárias de forma antecipada. A prioridade estabelecida é executar o melhor ritmo possível dentro da base construída ao longo do ano, sem criar expectativas engessadas por pódios ou recordes pessoais.
Segundo Dani, competir em casa traz uma vantagem logística importante para encarar a intensidade do meio Ironman com solidez mental e física, valorizando o crescimento da presença feminina nos pelotões amadores de endurance.