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Bianca Guedes: do zero ao Mundial de Kona no triatlo

Empresária e influenciadora manauara detalha a transição do CrossFit para quatro provas de Ironman em 15 meses.

Em conversa descontraída, a triatleta Bianca Guedes relembra sua rápida evolução no endurance, superando o aprendizado tardio na natação até cruzar a linha de chegada nos mundiais de Nice e Kona. Ela também compartilha como equilibra os treinos de alta performance com a gestão da própria empresa e a produção de conteúdo.

A trajetória de Bianca Guedes no esporte de alta performance começou longe das pistas e do asfalto. Vinda da musculação e buscando uma rotina mais saudável ao lado do marido, ela encontrou no CrossFit a primeira faísca competitiva. O condicionamento adquirido na modalidade abriu portas para desafios maiores: após completar uma meia maratona em Manaus, decidiu encarar a Maratona de Barcelona sem planilha de treinamento ou orientação nutricional básica, descobrindo ali o fascínio pelas provas de longa distância.

Percebendo que sua verdadeira paixão estava no esforço cardiovascular do endurance, Bianca migrou para o triatlo. O desafio inicial era enorme, já que não sabia nadar e tinha pouca familiaridade com a bicicleta de estrada. Focada e pragmática por conta de sua formação em engenharia, ela encarou o aprendizado do zero e se inscreveu no Ironman 70.3 Fortaleza com apenas três meses de preparação.

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A virada de chave em Fortaleza e a estreia nos mundiais

A estreia em Fortaleza superou todas as expectativas. Bianca venceu a sua categoria de idade e conquistou uma vaga para o Campeonato Mundial de Ironman em Nice. Ao mesmo tempo em que evoluía nas três modalidades, passou a registrar o dia a dia real dos treinos nas redes sociais. A transparência na rotina e a escassez de criadores de conteúdo de endurance na região Norte impulsionaram seu perfil, transformando a produção digital em um braço profissional.

Antes de encarar o percurso técnico e montanhoso de Nice, Bianca estreou na distância completa no Ironman Brasil, em Florianópolis. Enfrentando chuva torrencial e frio intenso, superou o desgaste físico para cruzar a linha de chegada. Meses depois, na França, confirmou a boa fase ao fechar a prova como a segunda melhor brasileira da competição.

Bianca Guedes: do zero ao Mundial de Kona no triatlo

Das águas geladas da África do Sul ao calor de Kona

Em busca da classificação para o icônico Mundial de Kona, Bianca viajou para o Ironman da África do Sul. A temperatura congelante da água provocou um quadro severo de hipotermia na natação, fazendo com que ela saísse entre as últimas colocadas da categoria. Em uma prova de recuperação expressiva, buscou posições no ciclismo e na corrida, garantindo a sexta e última vaga disponível para o Havaí.

No Havaí, o desafio foi oposto: a desidratação no trecho de ciclismo exigiu controle mental para salvar a prova na maratona. Foi nos momentos mais duros que ela recorreu ao que batizou de "chorriso" — a estratégia de estampar um sorriso no rosto para enviar estímulos positivos ao corpo e à mente em meio à exaustão.

Rotina multitarefa e novos desafios na Amazônia

Conciliar os treinos pesados com a gestão de sua empresa de venda de veículos e a entrega comercial para marcas parceiras exige planejamento minucioso. Para Bianca, a autenticidade e o foco no público qualificado são os pilares que sustentam seu crescimento digital sem a necessidade de polêmicas.

Depois de completar quatro provas de distância Ironman em apenas 15 meses, a atleta reduziu o volume de provas longas para dar fôlego ao corpo. O calendário inclui provas de meio ironman e uma desafiadora corrida de aventura de 500 km na Amazônia, dividida entre remo, mountain bike e trekking na selva.

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