O rebranding da Camerite e a saída do tecniquês
Vinicius Romano explica como desarmar o discurso técnico para alinhar a comunicação às necessidades reais do cliente.
Vinicius Romano, CEO da Camerite, discutiu a estratégia de rebranding da empresa e os erros de comunicação frequentes em tecnologia. Ele destacou a necessidade de simplificar a mensagem e focar nas dores do público final.
Vinicius Romano, CEO da Camerite, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre como executivos do setor de tecnologia precisam estruturar o marketing de forma estratégica, deixando de lado o excesso de termos técnicos para dialogar diretamente com as necessidades reais dos clientes.
O rebranding e a retomada de presença da Camerite
Ao assumir a reestruturação da Camerite, Romano identificou a urgência de reposicionar o negócio após um período de afastamento do mercado. Para conduzir esse movimento, a empresa buscou apoio externo e adotou uma postura de escuta aberta para redefinir seu público e sua proposta de valor. No vídeo acima, é possível acompanhar a conversa completa sobre essa reestruturação e outros temas debatidos no episódio.
Romano pontua que o processo exigiu desprendimento por parte da liderança: "precisamos dar para voltar ao mercado de fato, né, porque a ficou ali uns quatro anos, um gap ali na da da Camerite no mercado, eu tinha que criar um movimento de rebrand, então nós criamos o rebrand, movimento para também falar assim, cara, voltamos e como é que nós voltamos". Segundo ele, liderar essa transformação exige estar desarmado para ouvir diagnósticos e reconstruir a atuação comercial.
O excesso de linguagem técnica e a euforia com IA
Um dos principais desafios para empresas de base tecnológica é evitar que o jargão interno contamine as mensagens direcionadas a clientes leigos. Romano relata que monitora continuamente as campanhas da Camerite para impedir que o tom fique excessivamente complexo.
"Para mim tá muito legal esse linguajar, porque é a minha praia, mas não é o daquele cara da ponta, então eu eu eu tenho que voltar", explica Romano, ao notar que líderes técnicos tendem a valorizar recursos que não têm relevância prática para o comprador. Ele critica o uso forçado do termo inteligência artificial em materiais promocionais quando a tecnologia é apenas secundária no processo, destacando que o cliente final busca a solução prática de um problema simples em vez de sofisticação discursiva.
Integração entre processos e comunicação objetiva
Para Romano, a eficiência do marketing depende de uma visão sistêmica que conecte vendas, finanças, recursos humanos e operações. Ter processos claros e métricas consolidadas é a base para testar canais e aprimorar a mensagem da marca sem desperdiçar recursos em páginas ou campanhas desconectadas da demanda.
Romano resume sua visão prática sobre o papel da área: "Eu acho que para mim marketing é isso, é conseguir me comunicar com o meu mercado de uma forma simples, rápida e objetiva". Na avaliação dele, marcas de tecnologia ganham tração quando priorizam a clareza sobre o produto em vez de construírem barreiras de linguagem.