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Câmeras inteligentes e IA na segurança, por Vinicius Romano

O CEO da Camerite detalha a transição do videomonitoramento reativo para a visão computacional preditiva e a expansão por franquias.

Vinicius Romano, CEO da Camerite, explica como a visão computacional transforma o videomonitoramento tradicional em inteligência preditiva para empresas e segurança pública. Ele também analisa o modelo de franquias de tecnologia e a simplificação da comunicação para lideranças técnicas.

Vinicius Romano, CEO da Camerite, participou do Marketing - The Podcast em conversa com Bruno Gimenes para discutir a evolução da segurança eletrônica, a aplicação de visão computacional em múltiplos setores e os bastidores de gestão de uma rede de franquias de tecnologia.

O episódio completo em vídeo acima apresenta demonstrações conceituais e detalhamentos práticos sobre a infraestrutura em nuvem e os desafios de liderança na área tecnológica.

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Perfil pessoal, rotina e o surf como estilo de vida

Com quase 25 anos de atuação em tecnologia e passagens por empresas de software e infraestrutura, Romano destaca que mantém hábitos distantes do esteriótipo gamer comum no setor. Ele pratica esportes ao ar livre como futebol, skate e surf, atividade que incorporou à rotina matinal em Itajaí para equilibrar a gestão da empresa com a convivência familiar.

"O surf é um negócio que chama muita atenção, porque ele reflete um pouco da nossa realidade", pontua Romano. "O mar é totalmente diferente todo santo dia. Você nunca sabe o que você vai encontrar ali, é um desafio atrás do outro, você só consegue pegar onda se você não desistir."

Câmeras inteligentes e IA na segurança, por Vinicius Romano

A evolução da Camerite: da câmera como IML digital à predição em nuvem

A Camerite teve origem no projeto Veja Ao Vivo em 2012 e migrou para o armazenamento e processamento de vídeo em nuvem após identificar a carência de registros periciais em ocorrências urbanas. Romano critica a abordagem meramente reativa dos sistemas convencionais de vigilância.

"A câmera não é de segurança, é uma câmera, ela só grava", afirma Romano. "Eu tenho aqui uma frase que eu chamo as câmeras de IML digital. É um hardwarezão que grava e por que que eu chamo de IML? Porque você só vai acessar aquilo quando alguma coisa aconteceu e você quer analisar quem fez." Para o executivo, o uso atual de visão computacional e inteligência artificial foca na antecipação e na prevenção de incidentes.

Visão computacional, franquias e novas aplicações no agro e varejo

A operação da Camerite combina o modelo white label para empresas de segurança privada com uma rede de franquias criada para viabilizar instalações e projetos governamentais regionalizados. A plataforma centraliza câmeras de diferentes fabricantes em nuvem sem exigir a troca total de equipamentos pelo cliente.

Além da segurança, Romano explica que a visão computacional gera métricas de negócios, como fluxo de público no varejo e monitoramento de rebanhos no agronegócio com o apoio de conectividade via satélite. "A mesma câmera que faz o monitoramento pode ser utilizada, a mesma câmera, não precisa instalar nada", diz Romano sobre a extração de dados analíticos.

A aceleração do mercado com IA e o impacto no trabalho

Ao analisar o ritmo de desenvolvimento com inteligência artificial, Romano avalia que o ciclo de resposta da concorrência encurtou drasticamente, exigindo diferenciação contínua. Para ele, a IA atua como uma multiplicadora da competência prévia do profissional.

"A IA ela tem como grande diferencial potencializar as coisas 10 vezes", destaca Romano. "Se você é um ótimo profissional hoje, com a IA vai ser você 10 vezes melhor." Ele alerta, contudo, para a necessidade de fundamentação técnica para evitar soluções frágeis impulsionadas apenas pelo hype de mercado.

Desafios de marca e padronização no modelo de franquias de tecnologia

Diferente de franquias de produtos físicos padronizados, a venda de soluções tecnológicas requer suporte técnico continuado e capacitação profunda. A Camerite estruturou uma universidade corporativa e times dedicados de sucesso do cliente para apoiar os franqueados na estruturação de projetos complexos.

Romano pontua que o mercado de segurança eletrônica no Brasil movimentou 14 bilhões de reais em 2014, atingiu 16 bilhões em 2025 e projeta alcançar 18 bilhões em 2026, segundo dados da ABESE. Esse crescimento exige das redes um esforço rigoroso de alinhamento comercial e suporte operacional.

Rebranding da Camerite e marketing estratégico para executivos de TI

Ao assumir a liderança da empresa, Romano conduziu um processo de reposicionamento de marca para aproximar a comunicação da dor real dos clientes, reduzindo o excesso de jargões técnicos que costuma afastar o público não especializado.

"A minha dica é: escute o pessoal", recomenda Romano a outros líderes de tecnologia. "Deixa um pouquinho alguns conceitos, principalmente quem é mais da área de tecnologia, para poder, de fato, entender um pouco mais o público. Eu acho que para mim marketing é isso, é conseguir me comunicar com o meu mercado de uma forma simples, rápida e objetiva."

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