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Da gravação passiva à predição: a evolução do monitoramento

Vinicius Romano explica a transição do vídeo como registro forense para o uso de visão computacional e IA em nuvem.

Vinicius Romano detalha a transformação do videomonitoramento em nuvem na Camerite. Ele explica como a tecnologia avançou da gravação reativa para a análise preditiva de dados e visão computacional.

Vinicius Romano, CEO da Camerite, detalhou a evolução do setor de videomonitoramento e a trajetória da empresa em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast.

O episódio completo aborda a transição técnica e estratégica da plataforma de segurança, além de discutir outros tópicos relacionados a mercado e tecnologia ao longo da entrevista.

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A origem da Camerite e a virada para a nuvem

A Camerite teve origem em 2012 a partir de um projeto chamado Veja Ao Vivo, cujo objetivo inicial era instalar câmeras nas ruas para transmitir o trânsito e monetizar por meio de publicidade. O modelo mudou após um acidente na construção da Arena Corinthians, em São Paulo, quando a empresa foi procurada para fornecer imagens do ocorrido, mas o sistema não gravava o material.

A constatação levou à decisão técnica de digitalizar e gravar as transmissões diretamente em nuvem, superando limitações dos sistemas analógicos e dos gravadores físicos locais (DVRs). Segundo Romano, a aposta na digitalização em computação em nuvem colocou a empresa na vanguarda do setor.

Da gravação passiva à predição: a evolução do monitoramento

A crítica à câmera passiva como 'IML digital'

Romano questiona a definição tradicional de câmera de segurança quando o equipamento opera apenas de forma reativa. Para ele, tanto a gravação quanto os sensores tradicionais apenas documentam ou avisam a invasão depois que ela aconteceu.

"A câmera não é de segurança, é uma câmera, ela só grava. Ela não faz nada de segurança. Eu tenho aqui uma frase que eu chamo as câmeras de IML digital", explica Romano. "Porque você só vai acessar aquilo quando alguma coisa aconteceu e você quer analisar quem fez. Ou seja, já aconteceu, já ocorreu, não tem mais o que fazer."

O avanço da visão computacional e da predição

A nova etapa tecnológica envolve o uso de visão computacional e inteligência artificial para tentar mitigar incidentes antes da ocorrência. O sistema analisa perímetros e comportamentos de movimento para antecipar ações suspeitas, acionando barreiras preventivas como alarmes sonoros ou iluminação.

Além da segurança preventiva, a tecnologia passa a alimentar tomadas de decisão em negócios por meio da conversão de imagens em dados concretos. Em lojas e operações de varejo, por exemplo, o sistema capta o fluxo real de pessoas para substituir suposições operacionais por métricas precisas.

Infraestrutura escalável e elasticidade na nuvem

Atualmente, a Camerite mantém 20.000 câmeras conectadas simultaneamente transmitindo em sua plataforma. Para sustentar a operação sem a necessidade de manter data centers próprios, a empresa utiliza a infraestrutura da Oracle.

Romano destaca que a elasticidade da nuvem viabiliza o crescimento sem investimentos iniciais desproporcionais em hardware: "Basicamente, é você começar um projeto sem colocar um caminhão de dinheiro na frente para fazer infraestrutura de tecnologia. Que isso encarece e faz com que o teu ROI ele vá lá para anos adiante. Então, você começa pequeno, com teu produto pequeno e vai avançando conforme você vai aumentando a tua base de clientes".

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