Expansão da Wavy na América Latina teve foco em cases verticais
Estratégia combinou assessoria local no México e exportação de casos de uso setoriais validados no Brasil.
Juliana Rosso Frediano detalhou no Marketing - The Podcast a estratégia de internacionalização da Wavy na América Latina. A operação utilizou assessoria de imprensa local e exportou cases setoriais brasileiros para abrir mercado no México e na Colômbia.
Juliana Rosso Frediano, CMO da First Answer, explicou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, como estruturou a expansão internacional da Wavy pela América Latina antes da aquisição da empresa pelo grupo sueco Sinch. A conversa faz parte de um episódio que aborda também a construção de arquitetura de receita em empresas de tecnologia.
No vídeo acima, Frediano relata que assumiu a liderança de branding da Wavy e passou a responder também por growth e performance após a saída da liderança anterior da área. Na época, a empresa integrava o Grupo Movile — ao lado de negócios como iFood e Sympla — e oferecia uma plataforma de comunicação que conectava múltiplos canais, com API oficial do WhatsApp e disparos de SMS.
Exportação de cases setoriais
O principal desafio da operação internacional, com presença no México e na Colômbia, consistia em transferir o histórico construído no mercado brasileiro para novos territórios sem depender da força da marca do grupo controlador.
"E o meu trabalho principal foi pegar esses cases por indústria que tinha aqui no Brasil e levar isso para esses outros países. Então, por exemplo, ter um atendimento omnichannel aqui para empresas do segmento de telecom, a gente já tinha conseguido implementar para laboratórios e no México ainda não", explica Frediano.
Construção de autoridade local
No Brasil, o vínculo com a Movile facilitava a abertura de portas corporativas. No exterior, a marca precisou construir reputação do zero para se posicionar perante grandes contas e veículos de imprensa.
"A gente pegava muita carona na Movile e nos outros países a gente não tinha essa prerrogativa, fazer o crescimento da empresa, né, que foram os 35% ano a ano, e levar esses cases, de segmentos para esses outros países também, coisas que já tinham dado certo aqui no Brasil, levar para a América Latina como um todo", pontua Frediano sobre o avanço que incluiu a contratação de assessoria de imprensa local no México e a conquista de espaço na Forbes local.