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Como aplicar inovação aberta e agentes de IA no marketing

Paulo Silveira explica a aceleração white label, a formação de intra-builders e a modelagem de futuros nos negócios.

Paulo Silveira discute como empresas de publicidade e marketing podem se conectar a startups de inteligência artificial por meio da inovação aberta. O tema inclui a capacitação de equipes internas como builders e a superação de ferramentas tradicionais de planejamento estratégico.

Paulo Silveira, fundador da Bluefields Aceleradora, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre como a inovação aberta e a inteligência artificial estão reconfigurando a publicidade e o desenvolvimento de produtos. O episódio também aborda tópicos de governança e validação de negócios, mas concentra orientações práticas para agências e marcas lidarem com a disrupção no mercado de mídia.

No vídeo acima, Silveira detalha como estruturar alianças estratégicas com startups de tecnologia. Em sua visão, empresas de comunicação enfrentam transformações aceleradas e precisam decidir entre desenvolver ferramentas internamente ou colaborar com quem já domina novas soluções técnicas.

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Aceleração white label e agentes de IA na publicidade

Ao analisar a dinâmica do setor publicitário, Silveira enfatiza que a competição no mercado atual não ocorre de maneira isolada. "Porque eu acredito muito que não é assim mais empresa A contra empresa B", pontua. Para ele, a disputa real envolve o "ecossistema de inovação da empresa A com ecossistema de inovação da empresa B", tornando a atração de soluções externas um diferencial decisivo.

Na prática, a Bluefields opera um modelo de aceleração multi-tenant no formato white label. Uma agência de publicidade pode, por exemplo, contratar a atração e aceleração de 20 startups focadas em agentes de IA sob a própria marca. O processo integra o conhecimento técnico dessas empresas nascentes ao ecossistema da agência, permitindo aplicar inteligência contextual e automação em projetos de marketing.

Como aplicar inovação aberta e agentes de IA no marketing

Intra-builders e autonomia de times com IA

Além da parceria com startups externas, a inovação aberta abrange a capacitação direta dos colaboradores. Silveira explica que o modelo vai além do ecossistema externo: "Inovação aberta, não é só startups, como muitos acham, né? Você trabalhar o, o intraempreendedorismo, né, o, a gente tá chamando aqui de intra-builders". Ele cita como exemplo uma designer de sua equipe que construiu um aplicativo de networking entre participantes e investidores utilizando o Claude, sem escrever código tradicional.

Essa autonomia alivia a sobrecarga histórica sobre os departamentos de tecnologia da informação. Silveira argumenta que transformar colaboradores em construtores de soluções práticas amplia a geração de recursos internos e reduz a dependência de chamados técnicos para demandas pontuais de operação.

Redemptive Futures e alternativas à análise SWOT

Para o planejamento estratégico, Silveira recomenda transcender diagnósticos convencionais de gestão. "Ao invés de você continuar aplicando uma SWOT, uma Porter's, né, assim, forças de Porter, cara, todo mundo tá fazendo isso", afirma. Segundo Silveira, análises SWOT feitas por concorrentes costumam ser 80% ou 90% parecidas, gerando caminhos previsíveis.

Como metodologia alternativa, a Bluefields utiliza o processo Redemptive Futures, ancorado em design thinking e técnicas de Futures Back. A abordagem desenha múltiplos futuros possíveis em um funil de modelos de negócio, transformando hipóteses em planos de ação propositivos para que as lideranças não atuem apenas como seguidoras de tendências.

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