A trajetória e o aprendizado de Paulo Silveira
Fundador da Bluefields detalha o início em incubadoras, a disciplina de aprender e seus projetos paralelos.
Paulo Silveira compartilha sua caminhada profissional desde o início em incubadoras universitárias até o investimento em novas habilidades. Em conversa com Bruno Gimenes, ele aborda curiosidade técnica, mentoria e hobbies.
Paulo Silveira, fundador da Bluefields Aceleradora, relembrou sua formação profissional e seus hábitos em entrevista a Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast. O episódio completo aborda também ecossistemas de inovação e aceleração de negócios, mas a conversa inicial detalhou os passos que moldaram sua atuação em inovação aberta e desenvolvimento de projetos.
No vídeo acima, Silveira detalha como construiu uma visão ampla de mercado ao transitar por diferentes setores antes de consolidar sua atuação em aceleração.
Da incubadora universitária à ciência de dados
O contato de Silveira com empresas de tecnologia começou ainda durante a graduação em Economia. O primeiro emprego em um ambiente universitário serviu de base para entender a dinâmica de negócios emergentes antes mesmo da popularização do termo no ecossistema brasileiro.
"Meu primeiro emprego foi no na incubadora de base tecnológica, no campus da universidade. Então, no meu primeiro ano de economia, já tive contato com empresas de base tecnológica, em empresas nascentes de base tecnológica, né? Antes de se apelidarem em startups naquela época", afirma Silveira.
Ao longo da carreira, Silveira atuou em biotecnologia, agronegócio e negócios de impacto social, prestando serviços para companhias nacionais e multinacionais. Ele define sua postura como generalista com aprofundamentos pontuais em finanças, ideação e ciência de dados, habilidade que buscou desenvolver ao aprender a programar em Python durante a pandemia.
Curiosidade prática e mentoria
Ao discutir a rotina de líderes de inovação, Silveira defende que a constante busca por novos conhecimentos é uma exigência operacional e não apenas teórica.
"Acho que todo todo mundo que trabalha com isso, né, que executivo do mercado de hoje precisa ser inquieto, né? É uma característica aí", pontua Silveira ao refletir sobre a postura necessária para lidar com transformações rápidas de mercado.
Ele lembra o exemplo de um colega do início de carreira, apelidado de Mogi, que pedia ativamente para aprender as funções dos colegas de trabalho ao sentar ao lado de cada mesa. Para Silveira, essa troca direta se reflete hoje no conselho e no grupo de mentores da Bluefields, composto por profissionais experientes que dedicam tempo para orientar novos negócios.
Observação de aves e ficção corporativa
Fora do ambiente corporativo, Silveira reside há 4 anos em São José dos Campos com a família e cultiva atividades para exercitar a observação. Uma delas é o birdwatching, prática de observação de aves que conheceu com o CEO de uma multinacional dinamarquesa onde trabalhou.
Silveira também passou a escrever obras de ficção voltadas ao ambiente de negócios, lançando o livro "O homem que parou de nomear o mundo". A proposta utiliza narrativas para fixar conceitos práticos de gestão.
"É um é um é um uma ficção aplicada ao mercado corporativo, né? Então, é uma história fictícia que se passa, né, história de um mega empresário, tal. Então, eu tenho tido essas essas ideias também de de é um pouco de educação, um pouco, né, disso ligado a essa questão imaginativa", explica Silveira ao comentar a retenção de conceitos por meio de histórias.