Maracanã terá gramado sintético? Flamengo descarta troca
Após polêmica com Léo Ortiz e provocação do Palmeiras, clube descarta adotar piso sintético no estádio.
Apesar das críticas sobre o gramado do Maracanã e das recentes declarações de Léo Ortiz, o Flamengo descarta a instalação de piso sintético. O excesso de partidas e as chuvas no Rio de Janeiro explicam o desgaste do campo.
O Flamengo não colocará gramado sintético no Maracanã. Mesmo após a polêmica declaração do zagueiro Léo Ortiz, que afirmou compreender quem opta pela grama artificial após o empate em 1 a 1 contra o Independiente del Valle, a diretoria rubro-negra descarta categoricamente adotar piso sintético no Estádio Mário Filho.
Para Bernardo, a declaração de Léo Ortiz foi inadequada por dar margem a cobranças públicas, embora nomes como Rossi e Arrascaeta também tenham criticado o estado do campo. A fala motivou uma publicação provocativa do perfil oficial do Palmeiras em redes sociais. No entanto, uma fonte de peso na cúpula do Flamengo garantiu que não há chance de o consórcio com o Fluminense implementar grama sintética nesta gestão.
Chuvas e calendário sobrecarregado
O desgaste extremo do gramado decorre de fatores climáticos e de calendário. Segundo a apuração relatada no vídeo, o Rio de Janeiro enfrentou 23 dias seguidos de chuva, gerando poças e focos de lama que impedem a secagem adequada da grama. Além disso, a previsão de 76 a 77 jogos disputados na temporada — impulsionada pela campanha do Fluminense na Libertadores da América — sobrecarrega o campo, representando o dobro de partidas que estádios com gramados naturais de referência, como a Neo Química Arena do Corinthians e o Beira-Rio do Internacional, costumam receber.
O cenário deve se agravar com o evento da NFL agendado para 27 de setembro no estádio, na partida entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys. Conforme publicado pelo jornalista Mauro César no UOL, há a possibilidade de uma troca integral da grama após o confronto do futebol americano.
A defesa do gramado natural no futebol
Bernardo classifica o gramado artificial como uma medida prejudicial ao esporte e questiona o argumento financeiro utilizado pelos defensores do modelo sintético. No Brasil, cinco palcos utilizam o piso: Allianz Parque, Nilton Santos (Engenhão), Arena MRV, Arena da Baixada e Arena Condá. Outros estádios naturais, como a Arena Fonte Nova do Bahia e a Arena Castelão utilizada por Fortaleza e Ceará, também enfrentam severas críticas pelo excesso de uso.
Na avaliação de Bernardo, a solução definitiva passa pela regulamentação e padronização dos gramados naturais por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ou por uma futura liga, a exemplo do que ocorre nas principais ligas da Europa — como Inglaterra, Itália, França, Espanha e Alemanha —, onde a utilização de pisos sintéticos não é tolerada.