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Flamengo muda jogo do NBB após decisão judicial sobre o Maracanã

Duelo contra o Botafogo vai para o Tijuca Tênis Clube com portões fechados devido a jogo do Vasco pela Sul-Americana.

O Flamengo precisou transferir a partida contra o Botafogo pelo NBB do Maracanãzinho para o Tijuca Tênis Clube, que terá portões fechados e horário antecipado. A mudança atende a determinação judicial que cedeu o Maracanã para Vasco e Boca Juniors. Bernardo Ramos avalia os desdobramentos da medida e o debate sobre o estádio próprio.

O confronto entre Flamengo e Botafogo pelo NBB sofreu uma alteração forçada de data, horário e local. Marcada inicialmente para as 20h30 desta terça-feira no Maracanãzinho, com ingressos já vendidos desde o mês de agosto, a partida foi transferida para as 18h no ginásio do Tijuca Tênis Clube e terá portões fechados. A determinação ocorre em decorrência da decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luiz Felipe Salomão, que liberou o Maracanã para o confronto entre Vasco e Boca Juniors pela semifinal da Copa Sul-Americana.

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Impactos na segurança e no público do basquete

No vídeo acima, Bernardo Ramos analisa como a proximidade dos horários entre os dois eventos inviabilizou a realização do clássico do basquete com torcida no Maracanãzinho. Caso o jogo do NBB mantivesse seu cronograma original às 20h30, coincidiria com a chegada de torcedores para a partida de futebol no Maracanã, marcada para uma hora depois. Diante do risco de segurança e da mudança para o Tijuca Tênis Clube, os torcedores que já haviam comprado entradas serão ressarcidos pelo Flamengo, mas ficam privados de acompanhar o espetáculo no ginásio.

Flamengo muda jogo do NBB após decisão judicial sobre o Maracanã

Questionamentos ao uso do consórcio do Maracanã

Para Bernardo, a decisão do STJ é arbitrária e gera um precedente danoso para o modelo de concessão do complexo esportivo gerido pela Fla-Flu Serviços SA. O consórcio, que conta com 65% de participação do Flamengo e tem Fred Landim (ex-Confederação Sul-Americana de Futebol, a Conmebol) como CEO, passa a ser obrigado a abrir a arena para terceiros. O comentarista pontua que o Vasco optou por não participar da licitação do Maracanã em 2024 e destaca que o suposto acordo para quatro partidas vascaínas no estádio continha assinaturas de Flamengo e Fluminense, mas não do consórcio como entidade formal.

O risco financeiro de um estádio próprio no Gasômetro

Diante dos entraves no Maracanã, Bernardo avalia que a ideia de construir uma arena própria no terreno do Gasômetro até 2029 representaria um risco severo para as finanças rubro-negras. O acordo firmado na gestão de Rodolfo Landim envolveu R$ 140 milhões na compra do terreno — que apresenta questões de contaminação citadas por Fabrício Kica, do canal Mundo da Bola — e demandaria mais de R$ 2 bilhões em obras. Para o jornalista, embora o clube tenha registrado faturamento bruto de R$ 2,078 bilhões em 2025, o valor não equivale a lucro líquido, e o endividamento decorrente de juros poderia repetir crises semelhantes à enfrentada pelo Corinthians com a Neo Química Arena.

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