Justiça libera Vasco x Boca no Maracanã e impõe derrota ao Flamengo
Liminar autoriza semifinal da Copa Sul-Americana no estádio, gerando contestação de Bernardo Ramos contra a decisão.
A Justiça do Rio de Janeiro concedeu liminar autorizando o Vasco a enfrentar o Boca Juniors no Maracanã pela Copa Sul-Americana. A decisão gerou críticas de Bernardo Ramos, que apontou contradições na utilização do estádio administrado pelo consórcio Fla-Flu.
A Justiça do Rio de Janeiro concedeu autorização para o Vasco da Gama mandar a partida contra o Boca Juniors, válida pela semifinal da Copa Sul-Americana no próximo dia 20, no Maracanã. A determinação impõe uma derrota direta ao Flamengo e ao consórcio Fla-Flu Serviços S.A., responsável pela administração do complexo esportivo.
No vídeo acima, Bernardo Ramos analisa os desdobramentos dessa decisão judicial e detalha os impactos nos bastidores dos clubes cariocas. Para Bernardo, a liberação concedida pelo tribunal é absurda e desconsidera o processo de concessão em vigor, transformando a utilização do estádio em uma constante guerra de liminares.
Alegações jurídicas e a postura de Pedrinho
A justificativa para o parecer judicial considerou a questão de segurança no Engenhão e o fato de o Vasco já ter comercializado mais de 46.000 ingressos para o duelo internacional. Com isso, o clube cruzmaltino teve o Maracanã indicado como palco da partida, embora a matéria ainda comporte recurso por parte dos administradores do estádio.
Para Bernardo, há uma contradição evidente na condução de Pedrinho. O mandatário vascaíno aciona a Justiça para atuar no Maracanã diante do Boca Juniors, mas faz valer o mando de campo para mandar o clássico contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, em São Januário. Bernardo avalia que a praça esportiva não deveria ser reivindicada apenas quando convém financeiramente ou desportivamente ao clube.
Histórico da concessão e custos de manutenção
O jornalista recordou que o consórcio formado por Flamengo e Fluminense assumiu a concessão pública do estádio e responde por investimentos contínuos. Entre as obrigações financeiras estão o tratamento do gramado natural e a futura troca da cobertura de material sintético, despesas das quais outros clubes não participam no rateio.
Contexto: é importante ressaltar que o Maracanã passou por períodos deficitários sem o interesse do Vasco em dividir as contas durante a pandemia, além de fases sob tutela da Odebrecht em que o Flamengo precisou arcar com contas de luz atrasadas, como reportado por Mauro César. Da mesma forma que o Nilton Santos foi erguido com recursos públicos para o Pan 2007 e tem sua concessão com o Botafogo, o Maracanã possui gestores contratuais definidos. Por fim, Bernardo lembrou que o Flamengo volta suas atenções para o compromisso contra o Estudiantes, no Estádio Jorge Luis Hirst, pela semifinal da Copa Libertadores da América.