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Flamengo vira refém de Almada e se expõe no mercado da bola

Com prazo apertado na Libertadores e disputa com o River Plate, indefinição do meia argentino pressiona a diretoria rubro-negra.

A negociação do Flamengo por Almada segue indefinida após o retorno de José Boto ao Brasil. Com a concorrência do River Plate e o prazo limite de inscrição na Libertadores, a diretoria precisa definir sua postura no mercado.

A novela entre Flamengo e Almada segue sem desfecho após o retorno do diretor de futebol José Boto ao Rio de Janeiro. Em apuração com o jornalista Venê Casagrande, o empresário do jogador, Agustín Jimínez, afirmou que a decisão final está exclusivamente nas mãos do meia argentino, que ainda não definiu o próximo passo de sua carreira.

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Disputa financeira com o River Plate

No desembarque no Brasil, José Boto afirmou que o clube não entrará em leilão pelo atleta. No entanto, para Bernardo Ramos, o Rubro-Negro já perdeu o controle da situação ao ficar submetido à decisão de Almada. O River Plate, que havia recuado anteriormente, voltou à carga com valores fora dos padrões do futebol argentino. Para Bernardo, os números não condizem com a realidade financeira do país vizinho: o título argentino rende 500.000 dólares (menos de 3 milhões de reais), enquanto a Copa do Brasil paga mais de 70 milhões de reais. No vídeo acima, Bernardo Ramos analisa esse abismo financeiro e as consequências da postura flamenguista.

Flamengo vira refém de Almada e se expõe no mercado da bola

Prazo na Libertadores e plano B

O calendário impõe urgência ao clube carioca, já que as alterações na lista de inscritos da Copa Libertadores da América precisam ser finalizadas até a próxima sexta-feira, dia 7. Caso a contratação de Almada não se concretize, a busca por alternativas também trará dificuldades: tirar Luiz Henrique do Zenit exigiria 35 milhões de euros e conversas com a Gazprom. O Flamengo já mostrou seu poderio financeiro ao acertar as chegadas de Lucas Paquetá por mais de 42 milhões de euros e Samuel Lino por mais de 22 milhões de euros, mas precisa respeitar seus limites orçamentários.

Postura no mercado e foco nos gramados

Para Bernardo, a diretoria rubro-negra precisa ser mais enfática e estipular um prazo definitivo para Agustín Jimínez e Almada, evitando o risco de levar um chapéu do River Plate. Bernardo avalia que José Boto não faz um bom trabalho à frente do departamento de futebol do Flamengo, ressaltando que o dirigente não vivenciava tamanha pressão no Osijek, da Croácia. Com partidas decisivas contra o Cruzeiro na Libertadores e o Vitória pelo Campeonato Brasileiro — clube que eliminou o time na Copa do Brasil —, a postura no mercado precisa ser resolvida com rapidez para não comprometer o restante da temporada.

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