Flamengo faz jogo duro por Pedro diante de assédio externo
Atacante rubro-negro atrai interesse de equipes do Catar e da Turquia, enquanto clube lida com a falta de opções para o setor.
O Flamengo pretende endurecer qualquer negociação para liberar Pedro, alvo de sondagens do futebol do Catar e da Turquia. A carência de peças de reposição no ataque rubro-negro e o orçamento de transferências expõem os desafios do clube no mercado.
O Flamengo vai fazer jogo duro em relação a Pedro para não perder o centroavante, que desperta a cobiça de clubes do Catar, da Arábia Saudita e da Turquia. A informação foi apurada inicialmente por Paparazzo Rubro-Negro. Internamente, a diretoria não acredita que o Al-Rayyan, do Catar, vá arcar com o pagamento integral da multa rescisória do jogador, considerada bastante alta nos bastidores.
Para Bernardo Ramos, Pedro consolidou uma mudança de patamar com a chegada de Leonardo Jardim, assumindo papel de peça intocável no elenco. O histórico recente aponta que o atleta já chegou a ser colocado na vitrine no ano passado pelo valor de 15 milhões de euros — informação trazida à época por Mauro César —, mas seu rendimento em campo e sua importância tática tornam inviável qualquer liberação facilitada, mesmo diante de especulações em torno de 20 milhões de euros.
A carência de reposição no ataque rubro-negro
No vídeo acima, Bernardo Ramos analisa o cenário das investidas estrangeiras e detalha por que a diretoria flamenguista não pode abrir mão do seu principal camisa 9. Na visão do comentarista, Pedro motivado e em forma é o melhor centroavante em atividade no continente americano. A perda do jogador abriria um vazio imediato, visto que o elenco não dispõe de um substituto à altura: Bruno Henrique atua com outras características e o jovem Walace Yan não transmitiu segurança quando acionado, como na partida contra o Vasco da Gama.
No cenário internacional, o mercado turco movimenta cifras relevantes com investimentos de equipes como Fenerbahçe — que teve Mourinho e buscou nomes como Kanté — e Galatasaray, que conta com Osimhen. Desta forma, Bernardo avalia que Pedro dificilmente encontraria espaço no Galatasaray, restando eventuais investidas de Fenerbahçe ou de equipes do Oriente Médio, como o próprio Al-Rayyan de Roger Guedes e clubes sauditas.
Cobrança por trabalho de scout e metas de vendas
A dependência em relação a Pedro expõe uma lacuna antiga no planejamento. Bernardo critica a postura do departamento de futebol por não ter antecipado a contratação de uma alternativa no mercado sul-americano por meio de trabalho de scout. Um exemplo citado é o atacante Vivieros, que se destacou pelo Atlético Nacional de Medellín na Copa Libertadores da América antes de acertar com o Athletico Paranaense, valorizando-se rapidamente.
A realidade financeira impõe restrições para investimentos de grande porte semelhantes aos 42 milhões de euros envolvidos em Lucas Paquetá. Ao mesmo tempo, o clube estabeleceu a meta orçamentária de R$ 256.000.000,00 em vendas de atletas, tendo arrecadado até o momento R$ 47.000.000,00 com saídas como as de Hugo, Juninho e Vitor Hugo. Alvos de janelas anteriores, a exemplo de Taty Castellanos — rebaixado com o West Ham — e Lucas Beltrán, tornaram-se inviáveis ou desinteressantes pelo alto custo, exigindo criatividade e scout apurado da diretoria.