Curated
Voltar B @bernardoramos 2 min de leitura
sports

Alex distorce finanças ao comparar situação de Flamengo e Vasco

Bernardo Ramos rebate declarações sobre recuperação judicial e analisa a narrativa de comentaristas sobre a gestão rubro-negra.

Declarações do ex-jogador e comentarista Alex no SporTV sobre a saúde financeira do Vasco e decisões favoráveis ao Flamengo geram forte contraponto. Bernardo Ramos analisa os fatos da recuperação judicial vascaína e o modelo de governança no futebol brasileiro.

As recentes declarações do ex-jogador e comentarista Alex, do SporTV, sobre as finanças de Vasco da Gama e Flamengo provocaram fortes questionamentos. Durante participação na televisão, Alex afirmou que o clube de São Januário estaria em boa situação financeira e sugeriu que os órgãos decisórios costumam favorecer o Flamengo em suas deliberações.

Para Bernardo Ramos, a fala é desinformada e ignora a realidade contábil do futebol nacional. Conforme detalhado no vídeo acima, nenhuma decisão jurídica ou administrativa de grande porte ocorre em razão da preferência clubística de quem julga, mas sim da análise objetiva das práticas de governança.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

Declarações sobre a recuperação judicial do Vasco

O contraponto central passa pelo momento do Vasco da Gama, que se encontra em processo de recuperação judicial. O próprio presidente Pedrinho declarou publicamente que a instituição necessita de um empréstimo de R$ 150 milhões para cumprir seus compromissos imediatos, solicitação que acabou negada pela Justiça. Para Bernardo, a condução da diretoria vascaína demonstra deficiências de gestão ao continuar contratando atletas de peso, como Corínthians Sozza, enquanto recorre a medidas judiciais emergenciais.

Nesse sentido, Bernardo cita artigo do especialista em finanças do esporte César Grapiete, que aponta o risco de o instituto da recuperação judicial ser utilizado como escudo para administrações ineficientes. A narrativa de que o clube rival estaria agindo corretamente e sofrendo perseguição desconsidera o peso dos gastos desordenados e a falta de lastro orçamentário.

Alex distorce finanças ao comparar situação de Flamengo e Vasco

Críticas recorrentes na imprensa esportiva

Bernardo aponta que esse tipo de posicionamento reflete uma tendência observada em outros profissionais da mídia. Como exemplos, ele cita Fred Bruno, que foi a única voz a palpitar contra o Flamengo diante do Mirassol — confronto que terminou com vitória rubro-negra por 5 a 1 no estádio Manoel Campos Maia —, e Alicia Klein, que apontou que o clube havia caído na real ao perder a final do Mundial de Clubes nos pênaltis para o Paris Saint-Germain, além de relativizar o triunfo por 2 a 1 sobre o Cruzeiro pela Copa Libertadores da América.

Na visão do analista, parte dos formadores de opinião resiste em reconhecer o trabalho estrutural que colocou o Rubro-Negro em patamar esportivo e financeiro elevado, preferindo enaltecer condutas de risco em outras agremiações.

Gestão financeira e disciplina no mercado

O contraponto à gestão desregulada é o cumprimento estrito do orçamento. O Flamengo, sob a gestão de Luiz Eduardo Batista, mantém a diretriz de não realizar operações financeiras imprudentes. Um exemplo citado é a negociação do atacante Gonçalo Plata com o Dínamo de Moscou, na qual o clube exige pagamento à vista para liberar o equatoriano. Da mesma forma, a contratação de Luiz Henrique não avançou porque o Zenit exigia 35 milhões de euros integralmente à vista.

Bernardo traça um paralelo com a política recente de responsabilidade no Palmeiras, que vendeu Alan e opera dentro do seu teto orçamentário. Para ele, a consolidação financeira do Flamengo exigiu sacrifícios profundos iniciados em 2013, como a devolução de Vágner Love ao futebol russo para iniciar a reestruturação que hoje sustenta as contas do clube.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

Mais de @bernardoramos