Thiago Kawamura bate recorde pessoal na Maratona de Berlim
Com 3h53min47s, o apresentador dividiu os bastidores da viagem, a estratégia de prova e a emoção na reta final.
Thiago Kawamura conquistou seu novo recorde pessoal nos 42 km de Berlim, completando o percurso em 3h53min47s. Em relato detalhado, ele comentou a logística da prova, os desafios de hidratação e a grande presença brasileira na capital alemã.
A Maratona de Berlim foi palco de uma grande conquista pessoal para a equipe do Radar Stemma. Thiago Kawamura cruzou a linha de chegada na capital alemã cravando 3h53min47s, estabelecendo seu novo recorde pessoal na distância de 42 km. Além da medalha, a experiência rendeu um relato completo sobre a estrutura do evento e o clima da prova.
Logística, retirada de kit e expectativa antes da largada
A rotina em solo alemão começou na sexta-feira anterior à prova. No sábado, a programação incluiu um encontro com o treinador Marcos Paulo, uma breve caminhada turística pelos arredores do Portão de Brandenburgo e a retirada do kit de participação. O kit padrão contou com itens inusitados, como macarrão e penne proteicos, enquanto peças comemorativas e jaquetas oficiais estavam disponíveis para compra à parte na feira da prova.
Na manhã de domingo, a logística até o ponto de encontro foi simples: hospedado a cerca de 2 km da área central, Thiago realizou o trajeto a pé até a largada das 9h05. Diferente de alertas prévios sobre excesso de aglomeração, o início da prova na ampla avenida próxima à Coluna da Vitória (Siegessäule) transcorreu com fluidez e espaço adequado para a corrida.
Hidratação e gestão de ritmo ao longo dos 42 km
Um ponto de atenção comum entre corredores em Berlim é a hidratação servida em copos plásticos rígidos e abertos. Embora o formato dificulte o consumo para quem corre em ritmos muito fortes, a adaptação foi parar brevemente ao lado dos postos, beber a água e aproveitar o restante para se refrescar.
A prova começou leve nos primeiros 5 km, com apoio de Bruno Vicari no quilômetro 2,5. A partir da meia maratona, o desgaste muscular aumentou gradativamente, exigindo ajustes no ritmo por quilômetro: o pace inicial de 5:15 foi cedendo para 5:20 e 5:25. No km 35, o incentivo da equipe Marcos Paulo deu novo fôlego para encarar o trecho final, onde a temperatura começou a subir ligeiramente.
A passagem pelo Portão de Brandenburgo e a festa brasileira
Nos últimos quilômetros, a visão do imponente Portão de Brandenburgo marcou o início da celebração. Ao cruzar o monumento com a bandeira do Brasil em mãos e entrar no icônico tapete azul dos 400 metros finais, a confirmação do tempo oficial garantiu o recorde pessoal tão almejado.
A edição também se destacou pela presença expressiva de corredores do Brasil: foram 1.888 brasileiros concluintes, posicionando o país como a quarta maior delegação da prova, atrás apenas de Alemanha, Estados Unidos e Grã-Bretanha. Entre os atletas de elite, o destaque nacional foi Paulo Paula, que aos 47 anos completou o percurso em impressionantes 2h12min07s, ficando a apenas três minutos do recorde mundial da categoria master 45+.