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Maratona de Berlim: recordes, drama de Assefa e brilho do Brasil

Etíope vence com tendão rompido, Adola faz 2h02 e delegação brasileira bate recorde de participantes na prova alemã.

A Maratona de Berlim reuniu feitos históricos e momentos marcantes. Tigist Assefa venceu com recorde de prova mesmo após romper o tendão de Aquiles perto da chegada, enquanto Guye Adola garantiu o topo do pódio masculino e o Brasil levou quase 1.900 corredores.

A Maratona de Berlim entregou mais uma edição histórica para o atletismo de longa distância. Entre marcas expressivas, recordes e histórias inusitadas ao longo dos 42.195 metros pelas ruas da capital alemã, a prova foi marcada tanto pela extrema superação na elite quanto pela presença massiva de corredores brasileiros.

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Superação de Tigist Assefa no km 40

A prova feminina teve um dos desfechos mais impressionantes da história das maratonas. A etíope Tigist Assefa vinha em ritmo forte para quebrar a melhor marca global quando sofreu uma lesão grave por volta do quilômetro 40. Mesmo mancando nos dois quilômetros finais, Assefa cruzou a linha de chegada na primeira colocação com a marca de 2h11m04s.

O tempo estabeleceu o novo recorde da prova em Berlim e se consolidou como a terceira melhor marca feminina da história da maratona. Após a corrida, exames médicos confirmaram a ruptura do tendão de Aquiles direito da atleta, que precisou passar por procedimento cirúrgico para iniciar a recuperação.

Maratona de Berlim: recordes, drama de Assefa e brilho do Brasil

Guye Adola domina a elite masculina

No pelotão masculino, o título ficou com o etíope Guye Adola, que cruzou a linha de chegada cravando 2h02m50s. Com esse resultado, o atleta superou sua própria melhor marca pessoal, registrada nove anos antes, em sua estreia na distância dos 42 km.

Brasil em peso e destaque para Paulo Paulo

A presença verde-amarela em Berlim alcançou números recordes. Em um universo de mais de 56 mil inscritos, o Brasil formou a quarta maior delegação estrangeira da prova, com 1.888 corredores, ficando atrás apenas de Alemanha, Estados Unidos e Grã-Bretanha. O volume superou a marca de Chicago 2024 (que contou com 1.805 brasileiros), até então a maior participação nacional em uma Major.

Entre os atletas brasileiros, o grande destaque individual foi Paulo Paulo. Aos 47 anos, ele foi o melhor representante do país ao fechar a prova em 2h12m07s, tempo que o colocou a apenas três minutos do recorde mundial da categoria acima de 45 anos (2h09).

Crocs nos 42 km e bastidores do evento

Além da disputa pelo pódio, a prova também registrou momentos curiosos. O corredor russo Iskander Iadagarov completou a maratona em cerca de 2h30 calçando apenas um par de Crocs amarelos.

Nos eventos pré-prova, a abertura oficial em Berlim chamou a atenção do público com apresentações ao vivo que incluíram um sósia do cantor Robbie Williams cantando sucessos como Angels, gerando bastante repercussão entre os atletas presentes na capital alemã.

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