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Shubi Guimarães: Performance Extrema e Vida Ativa Pós-50

A lenda do multisport Shubi Guimarães desvenda os segredos para manter o alto rendimento e a paixão por desafios após os 50 anos.

Neste episódio do Café com Tri, a lendária Shubi Guimarães compartilha sua trajetória única nos esportes extremos e no triathlon. Ela discute como a idade redefine a busca pela performance e os desafios de se preparar para um Ironman extremo. Uma conversa inspiradora sobre superação, compromisso e a alegria de viver o esporte em todas as fases da vida.

No clima descontraído do Café com Tri, os hosts Sérgio Magalhães, Beto Nitrini e o coach Wagner Spadotto recebem uma verdadeira lenda do esporte brasileiro: Shubi Guimarães. Com um currículo invejável que inclui pódios no Ironman e pioneirismo nas corridas de aventura, Shubi, aos 50 anos, discute como a experiência e a paixão pelo esporte podem impulsionar a performance em uma fase que muitos consideram o declínio.

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Uma Carreira Épica: Das Corridas de Aventura ao Triathlon

Shubi Guimarães revela que sua jornada no esporte começou cedo, impulsionada por uma hiperatividade natural que a levou a diversas modalidades, da natação competitiva ao sapateado. Seu primeiro contato com as corridas de aventura em 1998, através de uma revista, acendeu uma chama que a faria desbravar locais inóspitos por 20 anos. Participante de provas icônicas como o Eco Challenge (incluindo a edição documentada na Amazon Prime) e o Raid Galoas, Shubi foi capitã da lendária equipe feminina Atena, que desafiou a ideia de que mulheres eram o “elo mais fraco” em equipes mistas. A equipe Atena chegou a liderar o ranking brasileiro, provando que mulheres se destacam em esportes de endurance e em terrenos que exigem habilidades mais do que pura força.

Com a mudança do cenário das corridas de aventura, Shubi migrou para o triathlon e outras modalidades como canoa havaiana, onde se tornou tetracampeã brasileira. Ela brinca: "Eu não sou triatleta, eu estou triatleta". Essa frase resume sua adaptabilidade e o constante desejo por novos desafios. Após anos treinando "na cabeça" e sem planilhas, a chegada dos 50 anos a motivou a buscar uma performance mais estruturada.

Shubi Guimarães: Performance Extrema e Vida Ativa Pós-50

Performance Pós-50: Redefinindo Limites

Aos 50 anos, Shubi Guimarães não apenas continua ativa, mas se sente "mais forte do que sempre foi". Essa fase, para ela, é marcada por um compromisso e consciência muito maiores. Ela enfatiza a importância de estar perto de pessoas "mais fortes" para se sentir puxada e crescer. No entanto, ela ressalta que essa força é uma construção de vida inteira, não algo que se adquire da noite para o dia sem histórico esportivo.

O processo de envelhecimento traz consigo a necessidade de cuidados intensificados, principalmente com a recuperação e o sono, que se tornaram prioridades para ela. A nutrição, com o acompanhamento de especialistas, transformou sua abordagem, incorporando carboidratos de forma estratégica e visando um "corpo de atleta" que não possuía na juventude, apesar do alto rendimento.

O Desafio Swedman: Um Ironman Extremo

Como um presente para si mesma aos 50 anos, Shubi se prepara para o Swedman, um Ironman extremo na Suécia. A prova consiste em: nadar 3.800 metros em um lago a 13-14 graus com correnteza, pedalar 205 km com 2.750m de elevação, e correr 43 km de trilha com 1.700m de subida. Ela explica que prefere Ironmans extremos aos tradicionais, pois se adapta melhor a terrenos técnicos e difíceis, onde a habilidade e a resistência superam a velocidade em terreno plano.

O coach Wagner Spadotto detalha que a preparação para o Swedman foca no metabolismo da atleta, adaptando treinos em São Paulo para simular as condições extremas da prova. A progressão foi cautelosa, considerando dores iniciais, mas a consistência trouxe resultados. Shubi, com sua resiliência notória – como se recuperar de uma hérnia de disco sem cirurgia, contrariando diagnósticos médicos – demonstra uma mentalidade única para lidar com o desconforto e a dor.

A Mentalidade da Resiliência e Inspiração

Para Shubi, o conceito de performance mudou. Na juventude, era sobre explorar o mundo; hoje, é um compromisso consigo mesma e com as pessoas que a apoiam. O ego diminui com a idade, permitindo uma abordagem mais consciente e menos punitiva. Ela não busca apenas um resultado, mas um processo bem executado, aproveitando cada momento e cada cenário, da lua nascendo nos treinos à paisagem de cumes.

Compartilhando histórias de perrengues em provas, como uma capotagem em corredeiras à noite que a fez "ser salva pelo remo" ou uma experiência onde sua companheira de equipe Nora sofreu de septicemia no Eco Challenge Fiji e teve alucinações, Shubi mostra a realidade brutal dos esportes extremos. Contudo, ela ressalta o encantamento das noites na natureza e a sorte de presenciar a vida selvagem. Sua mensagem é clara: 50 anos não é tarde para começar nada. É preciso ter um objetivo, motivação e buscar o apoio certo para desfrutar da jornada.

Shubi Guimarães é uma inspiração para todos, mostrando que a paixão e o compromisso com o esporte podem transformar o envelhecimento em uma oportunidade para redefinir limites e alcançar novas alturas. Seu programa Extremo Esportes na Stemma Sports continua a explorar essas narrativas de superação.

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