Mariana Andrade mira vitória no IRONMAN 70.3 São Paulo
Com bloco focado em intensidade após o Ironman Brasil, triatleta aposta na experiência para brigar pelo topo na capital.
Em entrevista antes do IRONMAN 70.3 São Paulo, Mariana Andrade avalia sua preparação para a prova na capital paulista. A triatleta profissional destaca a evolução técnica após o ciclo de Florianópolis e detalha sua estratégia para a disputa.
Com um calendário desenhado estrategicamente para a segunda metade da temporada, Mariana Andrade chega ao Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 São Paulo confiante em uma performance superior à da edição anterior. Após abrir o ano em Curitiba e encarar a distância total no Ironman de Florianópolis, a catarinense participou do Campeonato Brasileiro de Ciclismo de Estrada em Brasília. O desgaste físico e o clima seco na capital federal a levaram a abrir mão do 70.3 do Rio de Janeiro para recarregar as energias e focar em um bloco de treinos mais eficiente.
A preparação recente aproveitou a base aeróbica volumosa construída para o Ironman, inserindo estímulos de maior intensidade voltados para o meio triatlo. Na avaliação de Mari, a resposta aos treinos foi excelente, o que a coloca em posição muito mais competitiva em comparação ao ano anterior, quando precisou lidar com a recuperação de três cirurgias antes de estrear no percurso paulistano.
Percurso técnico na Marginal e tática sem amarras aos números
Sobre a dinâmica da prova, Mari Andrade destaca as particularidades do circuito de São Paulo. Embora a natação na raia seja mais linear — diferentemente do mar aberto com ondas, que historicamente favorece seu estilo —, é no ciclismo que a atleta espera fazer a diferença. Para ela, o trajeto na Marginal é rápido, mas ganha contornos técnicos e seletivos devido à quantidade de retornos, tornando-o mais exigente do que outras etapas do circuito nacional.
Com mais de 20 anos de experiência no triatlo, a triatleta dispensa a rigidez excessiva das métricas no pedal. Embora monitore os dados como parâmetro, sua condução é pautada pela percepção de esforço e intuição, buscando sustentar a maior velocidade possível sem depender cegamente de monitores cardíacos ou de potência. Essa leitura de prova será fundamental para construir uma margem competitiva antes da transição para os 21 km de corrida.
Com o start list profissional mais enxuto em virtude do calendário internacional e de outras disputas simultâneas, Mari Andrade vê o cenário aberto para brigar pelas primeiras colocações. O foco principal está em encaixar uma prova sólida do início ao fim e lutar pela vitória, encarando uma eventual vaga para o Mundial de 70.3 como consequência natural de um bom desempenho.