Calibragem de pneus e o asfalto do IRONMAN 70.3 São Paulo
Ajustes de pressão em pneus largos e os pontos críticos do percurso de ciclismo para não perder a hidratação.
Entenda a escolha de pressão e largura dos pneus para encarar o percurso do IRONMAN 70.3 São Paulo. Saiba quais trechos exigem atenção redobrada com a vibração do asfalto e a fixação dos equipamentos na bicicleta.
A escolha do setup de rodas e pneus é um dos pontos mais estratégicos para quem vai pedalar no IRONMAN 70.3 São Paulo. Em um bate-papo descontraído nos bastidores da prova, a calibragem e a qualidade do asfalto paulistano entraram em pauta. Com a popularização dos pneus mais largos, como os modelos Continental GP 5000 de 28 mm na dianteira e 30 mm na traseira, a pressão média utilizada pelos atletas gira em torno de 72 psi, havendo margem para rodar até com números menores em larguras de 30 mm para ganhar conforto e aderência.
Trechos críticos e a qualidade do asfalto na capital
O trajeto de ciclismo em São Paulo mescla trechos de asfalto impecável com áreas que exigem atenção redobrada. Enquanto vias expressas como a Juscelino Kubitschek, a Avenida 23 de Maio e a Marginal oferecem um piso liso e rápido — o verdadeiro "tapete" —, outros pontos do percurso demandam cautela. A passagem pelas pontes traz bastante vibração estrutural, e o asfalto interno da Cidade Universitária (USP), historicamente abaulado e irregular, passou por recapeamentos recentes que melhoraram a rolagem, mas ainda exigem cuidado.
Outro ponto de atenção no percurso fica atrás do Jockey Club, no acesso ao primeiro túnel. O trecho conta com valetas transversais profundas de escoamento de água que causam impactos secos na bicicleta. Esse nível de solavanco no início da pedalada aumenta muito o risco de ejetar caramanholas e suportes frontais de hidratação. Por isso, prender e travar muito bem todos os acessórios antes da largada é fundamental para não comprometer a estratégia nutricional da prova.