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Aretha Duarte defende o montanhismo acessível no Brasil

Montanhista quer levar paredes de escalada às periferias e defende o uso consciente e educativo dos parques nacionais.

Em conversa no XTREMMA Sports, Aretha Duarte detalhou a importância da montanha em sua rotina e refletiu sobre a democratização do esporte no Brasil. A atleta explicou como o acesso a áreas naturais e projetos sociais nas periferias transformam a relação da sociedade com a preservação ambiental.

Mesmo longe das grandes cordilheiras, a montanha segue como elemento central no cotidiano de Aretha Duarte. Para a atleta, o ambiente natural representa cerca de 40% de sua vida em pensamento, equilíbrio e fortalecimento interno, dividindo espaço com o trabalho e a convivência familiar. No entanto, ela aponta que o Brasil ainda engatinha no desenvolvimento de uma cultura sólida de montanhismo, subutilizando suas unidades de conservação e parques nacionais.

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Acesso sustentável e preservação nos parques brasileiros

A apresentadora Shubi Guimarães destacou que o relevo brasileiro abriga destinos impressionantes, como a região dos Gigantes do Nordeste na Chapada Diamantina — onde o Pico Barbado atinge 2.090 metros de altitude —, desmistificando a ideia de que o país carece de montanhas relevantes. Ao relatar sua experiência na organização de corridas no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, onde uma trilha fechada há uma década foi reaberta junto ao ICMBio com controle de fluxo, Shubi reforçou a premissa de que a população só protege aquilo que conhece.

Aretha concordou com a necessidade de rever a gestão do uso público. Para a montanhista, estudos comprovam que a visitação atual nos parques brasileiros está abaixo da capacidade de suporte sustentável. Em vez de simplesmente fechar o acesso às áreas protegidas, a prioridade deve ser educar a população sobre conduta de baixo impacto, segurança e a filosofia de não deixar rastros, criando um senso de corresponsabilidade pela conservação ambiental.

Aretha Duarte defende o montanhismo acessível no Brasil

Escalada nas periferias e o foco passo a passo

A democratização das práticas ao ar livre também passa pela expansão da infraestrutura em áreas periféricas. Ao retornar do cume do Everest, Aretha estabeleceu a meta de levar muros de escalada para as periferias de todo o país. O plano já teve seu primeiro marco concretizado com uma estrutura inaugurada em Campinas, embora o avanço de novos projetos dependa de investimentos e parcerias.

Enquanto articula novos apoios, Aretha mantém palestras sociais, participa de fóruns e busca atrair mais praticantes para o esporte. Aplicando a mesma disciplina que utiliza nas grandes ascensões, a montanhista ressalta que o foco diário está no avanço gradual de cada etapa para aproximar a sociedade da natureza.

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