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70.3 São Paulo: segredos da natação e da T1 na Raia da USP

Fábio Carvalho detalha a navegação na água, escolha de óculos contra o sol e o longo trecho a pé até a primeira transição.

Entenda a dinâmica da etapa de natação do Ironman 70.3 São Paulo na Raia Olímpica da USP e como encarar a T1. O ex-triatleta Fábio Carvalho traz recomendações de posicionamento, óculos fumê e ritmo para a longa transição.

A etapa de natação do Ironman 70.3 São Paulo acontece nas águas calmas da Raia Olímpica da USP, um cenário favorável para quem busca ritmo constante e pouca oscilação de trajeto. Em análise no programa Stemma Performance, comandado por Bruna Mahn, o ex-triatleta profissional e comentarista Fábio Carvalho compartilhou as principais recomendações táticas para encarar os 1.900 metros de natação e a primeira transição (T1) da prova paulistana.

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Posicionamento de largada e fluxo na raia

A largada da prova tem início logo cedo, às 5h50, com os atletas amadores entrando na água a partir das 6h05. Como o funil de acesso ao curral de largada é estreito, a primeira orientação de Fábio Carvalho é chegar com antecedência para garantir uma boa colocação e largar no bloco condizente com o ritmo planejado, evitando estrangulamentos antes mesmo de entrar na água.

Diferente do mar aberto, onde as ondas e a dispersão dos atletas geram correntes e choque constante, a Raia Olímpica oferece uma estrutura retilínea e muito larga. Para quem deseja fugir do tráfego mais denso nos primeiros metros, abrir cerca de 20 metros em direção ao centro da raia garante espaço livre para nadar no próprio ritmo sem perder a orientação da prova.

70.3 São Paulo: segredos da natação e da T1 na Raia da USP

Navegação simplificada e escolha de óculos

A navegação na USP é considerada uma das mais simples do circuito de triathlon. A primeira boia de referência fica a cerca de 450 metros do ponto de partida, seguida por uma sequência linear de boias amarelas. Além das marcações na água, as próprias margens da raia funcionam como balizadores visuais, o que elimina o risco de desvios significativos ou trajetos em zigue-zague para quem tem menor experiência em águas abertas.

Um ponto de atenção crucial é a escolha dos óculos de natação. Com a largada ocorrendo no início da manhã, a incidência direta do sol nascente na linha de visão pode atrapalhar a leitura do percurso. Mesmo com a água escura da raia, a recomendação de Carvalho é evitar lentes transparentes e optar por modelos fumê ou espelhados, que oferecem proteção contra o reflexo solar frontal.

A subida dos degraus e a longa corrida até a T1

Ao concluir a etapa na água, o atleta encontra o primeiro desafio muscular da transição: uma escadaria de cinco a seis degraus altos para sair da raia. A mudança brusca da posição horizontal para a vertical exige cautela para evitar quedas, tontura ou cãibras repentinas logo nos primeiros passos.

Vencidos os degraus, o trajeto até a área de transição exige fôlego. O percurso a pé pelo asfalto até a rampa de acesso à pista de atletismo tem entre 300 e 400 metros de extensão. Por conta dessa distância considerável, o tempo médio estimado para a T1 varia entre 3 e 4 minutos — intervalo que, segundo Carvalho, permite correr com cadência controlada e ajustar a vestimenta e o macaquinho com calma antes de montar na bicicleta.

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