STJ libera Vasco no Maracanã contra o Boca Juniors
Decisão classifica consórcio como explorador econômico, enquanto tribunal desportivo absolve Erick Pulgar.
O STJ rejeitou o pedido do consórcio Fla-Flu e garantiu o confronto entre Vasco e Boca Juniors no Maracanã. Bernardo Ramos criticou a fundamentação judicial e também analisou o julgamento de Pulgar.
O Superior Tribunal de Justiça rejeitou o pedido do consórcio Flamengo e Fluminense Serviços SA para impedir a realização da partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors no Maracanã, marcada para a próxima terça-feira. A determinação partiu do presidente da corte, Luís Felipe Salomão, que concedeu ganho de causa ao clube cruz-maltino sob o argumento de que a dupla Fla-Flu atua como exploradora econômica do estádio, desprovida das prerrogativas plenas de concessionária.
Para Bernardo Ramos, o parecer desconsidera a realidade contratual e a divisão de custos do complexo esportivo. O Flamengo detém 65% da concessão, enquanto o Fluminense responde pelos 35% restantes, arcando com despesas que incluem R$ 1,7 milhão de outorga e R$ 2 milhões de manutenção. No vídeo acima, Bernardo detalha como a gestão do presidente Bap triplicou a arrecadação de match day em 2026 e relembra a informação apurada por Mauro César de que a cobertura de material sintético precisará de substituição sem qualquer aporte financeiro do Vasco.
Disputa política e desgaste do gramado
A realização do duelo acende alertas técnicos sobre a preservação do campo, diante da previsão de três jogos no intervalo de cinco dias. O suposto termo que autorizaria o Vasco a mandar quatro partidas no local não conta com a assinatura da concessionária. O cenário ganha contornos institucionais após declarações do governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, do PL, à Rede Globo, defendendo a abertura do espaço para equipes como Botafogo, Americano, América e Bangu, restando ao consórcio apenas a via do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a medida.
Absolvição de Pulgar no STJD
Em outra frente nos tribunais, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu o volante Pulgar por lance ocorrido no clássico contra o Fluminense, vencido pelo Rubro-Negro por 1 a 0 com gol de Carrascal no Campeonato Brasileiro. Bernardo avalia que o tribunal não deve interferir na arbitragem de campo conduzida por Rafael Rodrigo Klein, citando episódios paralelos sem denúncia, como a entrada de Barreal e a cotovelada de Guilherme Arana sobre Carrascal.