Flamengo encerra negociação com Zenit por Luís Henrique
Clube russo recusou proposta parcelada de 30 milhões de euros e exigiu pagamento à vista pelo atacante.
As tratativas entre Flamengo e Luís Henrique foram encerradas sem acordo com o Zenit. O clube carioca ofereceu parcelamento e bônus, mas os russos exigiram o valor integral à vista, repetindo a frustração recente na busca por Almada.
A novela entre Flamengo e Luís Henrique chegou ao fim de maneira negativa para o clube carioca. O staff do atacante comunicou que as conversas estão encerradas no momento, confirmando que o Rubro-Negro não conseguiu atingir as exigências impostas pelo Zenit para concretizar a transferência.
No vídeo acima, Bernardo Ramos contextualiza os bastidores do mercado da bola e avalia o impacto das negociações frustradas no planejamento do elenco para a sequência decisiva da temporada.
Exigências do Zenit e proposta parcelada
A diretoria do Flamengo propôs uma operação com pagamento parcelado no valor de 30 milhões de euros, além de 5 milhões de euros em bonificações. No entanto, o Zenit recusou os termos e exigiu o repasse do montante integral à vista para liberar o atleta de imediato. Bernardo destaca que o clube russo não tem necessidade financeira de vender e faz jogo duro no mercado, a exemplo do que ocorreu na venda de Gerson ao Cruzeiro por 27 milhões de euros fixos e 3 milhões de euros em bônus, após ter chegado à Rússia por 25 milhões de euros.
Sucessão de frustrações no mercado e atuação de José Boto
A negativa por Luís Henrique marca o segundo revés recente do Flamengo na janela. Dias antes, Thiago Almada optou por defender o River Plate, conduzido por Longoria, mesmo após o Rubro-Negro ofertar um salário de R$ 2.900.000,00 por mês — apurado em primeira mão pelo jornalista Rodrigo Matos. Almada, vice-campeão mundial com a seleção da Argentina na Copa do Mundo de 2026, preferiu retornar ao seu país de origem.
Para Bernardo, o diretor José Boto conduziu duas negociações de peso e saiu derrotado em ambas. Desta forma, o Flamengo chega aos confrontos eliminatórios da Copa do Brasil e da Copa Libertadores da América sem os reforços esperados para o setor ofensivo.
Responsabilidade orçamentária e opções de elenco
Apesar da insatisfação dos torcedores, o Flamengo mantém a política de não comprometer o orçamento nem participar de leilões, respeitando o balanço financeiro do primeiro semestre de 2026 analisado pelo professor Marcelo Munhoz. O cenário do adversário Cruzeiro, gerido como SAF por Pedrinho Lourenço (Pedrinho BH), opera sob outra dinâmica de aportes de capital.
Sem novas peças para a ponta direita, a equipe comandada por Leonardo Jardim — que conhece a fundo o rival mineiro por tê-lo dirigido na temporada passada — terá de recorrer às opções já presentes no elenco, como Carrascal, Platô e Luís Araújo.