Flamengo aprova proposta de Bap para gestão profissional
Conselho Deliberativo aprova com 92% dos votos a emenda estatutária que profissionaliza a diretoria do clube.
O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou a emenda que autoriza a contratação de executivos de mercado para os corpos diretivos. A mudança afasta indicações políticas e acelera a profissionalização do clube sem a necessidade de migração para o modelo de SAF.
O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou, na noite desta terça-feira, a proposta de emenda estatutária enviada pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, com 92% dos votos. A decisão estabelece que as diretorias do clube passem a ser ocupadas por profissionais contratados no mercado, em vez de dependerem exclusivamente de indicações políticas decorrentes de alianças eleitorais.
No vídeo acima, Bernardo Ramos analisa a relevância da votação e detalha como a estrutura interna do clube é impactada pela medida. Para Bernardo, a decisão representa um salto gigantesco e se consolida como uma das votações mais importantes da história recente do Clube de Regatas do Flamengo, justamente por permitir a modernização administrativa sem que a instituição precise aderir ao formato de SAF.
Fim dos arranjos políticos na diretoria
Com a mudança estatutária, os cargos diretivos deixam de exigir que o ocupante seja necessariamente um conselheiro, sócio ou benemérito alinhado ao grupo político do mandatário da vez. O objetivo é estabelecer departamentos chefiados por executivos remunerados e qualificados, a exemplo de uma direção geral e de diretorias setoriais.
Bernardo pondera que, embora existam bons e maus profissionais em qualquer segmento do mercado, a iniciativa reduz a dependência de conchavos que costumam travar a gestão em clubes associativos. Resta definir, conforme aponta o jornalista, como será desenhado o processo seletivo: se a escolha final caberá unicamente ao presidente ou se haverá uma banca julgadora com conselho de notáveis para avaliar os candidatos.
O exemplo da pasta de futebol
A estrutura proposta já vinha sendo aplicada de forma semelhante no departamento de futebol. Bernardo cita o caso de José Boto como diretor de futebol profissional contratado para gerir a pasta com prerrogativas executivas, em contraste com gestões anteriores, como a de Rodolfo Landim, na qual a figura de sustentação política de Marcos Braz centralizava as decisões públicas do setor.
Na avaliação de Bernardo, a transição para cargos técnicos fortalece a governança e coloca o clube em um patamar de gestão diferenciado em relação aos rivais do futebol brasileiro, garantindo autonomia executiva e cobrança fundamentada em métricas de mercado.