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Setup de Luciano Taccone para o IRONMAN 70.3 São Paulo

Triatleta argentino detalha escolhas de equipamentos, pedivela curto de 150 mm, nutrição e tênis para a prova.

Confira todos os detalhes do setup de Luciano Taccone para o IRONMAN 70.3 São Paulo. O atleta argentino explica suas escolhas de wetsuit, nutrição com alta carga de carboidratos, pedivela curto e tênis de placa para a corrida.

Nos preparativos finais para a disputa do Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 São Paulo, o triatleta argentino Luciano Taccone abriu o quarto do hotel para mostrar em detalhes todos os equipamentos, roupas e a estratégia nutricional selecionados para a competição. Em um bate-papo descontraído durante a cobertura do Stemma Sports — que no mesmo episódio também abordou a preparação de Romina Palacio —, Taccone explicou a lógica por trás de cada item do seu arsenal.

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Natação com foco em mobilidade de ombros

Para a primeira perna da prova, a roupa de borracha escolhida é a Zoggs Apex Ultra. O atleta ressaltou que a flexibilidade nos ombros e braços é o fator mais determinante para o seu nado, especialmente por lidar com uma limitação de mobilidade no ombro. Embora seja um modelo com menor espessura nas pernas e menor flutuabilidade em relação a trajes puramente focados em boiar, a liberdade de rotação compensa para o seu estilo de braçada.

Na transição para a água, Taccone nada com o macaquinho de competição completamente vestido, deixando apenas o zíper frontal aberto para não prender a respiração, aplicando vaselina no pescoço para evitar o atrito da gola do wetsuit. O macaquinho utilizado é uma peça leve e desenvolvida para altas temperaturas, com tecido aerodinâmico nas mangas, zíper frontal integral e bolsos posicionados exclusivamente na parte traseira.

Setup de Luciano Taccone para o IRONMAN 70.3 São Paulo

Setup de bike, calibração e o segredo do pedivela de 150 mm

No ciclismo, a bicicleta foi configurada para aliar aerodinâmica extrema e velocidade de transição. As sapatilhas de triatlo da Shimano ficam presas com elásticos na horizontal nos pedais, permitindo calçar em movimento sem perda de segundos preciosos na T1. O capacete escolhido foi o modelo aero da Specialized, que nos testes de pista e túnel de Taccone se provou o mais veloz de sua categoria, mesmo oferecendo menos ventilação do que capacetes de estrada tradicionais.

O cockpit e a geometria da bicicleta contam com adaptações bem particulares. Taccone utiliza um selim mais longo e largo na ponta, desenhado para dar suporte total na posição avançada e agressiva que adota. Nos pneus, o atleta optou pela configuração tubeless de 28 mm, rodando com calibragem de 75 psi, ideal para o asfalto do percurso paulistano.

O grande destaque técnico da bike fica por conta do tamanho do pedivela: 150 mm, uma medida consideravelmente mais curta do que o padrão do mercado. Segundo Luciano, a pedivela curta resolve dois problemas essenciais: por ter pernas mais curtas, o braço reduzido impede que o ângulo do quadril se feche excessivamente na fase superior da pedalada, permitindo elevar a altura do selim, melhorar a aerodinâmica e eliminar de vez dores e lesões de quadril que o incomodavam no passado.

Hidratação calculada e leitura de prova sem GPS

Para as cerca de duas horas de pedal, Taccone leva três garrafas na bicicleta: duas carregadas com aproximadamente 110 gramas de carboidrato em pó cada e uma terceira garrafa com água pura para hidratação e enxágue bucal. Géis são levados apenas como margem de segurança caso haja algum imprevisto com o líquido.

Curiosamente, Taccone opta por não utilizar GPS no guidão durante a etapa de ciclismo. O triatleta prefere guiar seu ritmo pela dinâmica da prova e pela movimentação dos adversários diretos, como o forte nadador chileno Vicente Trewhela e o ciclista Martín Ulloa, evitando ficar preso a números e focando na disputa tática de pelotão permitida pelas regras da distância.

Corrida com tênis de placa e suporte nutricional

Para a meia maratona final, a escolha de calçado foi o Fila Racer Carbon 3. Taccone destacou que a estabilidade da base e a responsividade da placa de carbono oferecem a sustentação ideal para manter a passada eficiente mesmo sob a fadiga acumulada das etapas anteriores.

A estratégia de alimentação para os 21 km conta com o consumo de sachês grandes de gel de 75 gramas de carboidrato, combinados com um gel com cafeína para o terço final do percurso. O atleta corre com meias e utiliza canelitos de compressão por baixo da roupa de borracha desde a natação, garantindo uma transição rápida e conforto térmico até a linha de chegada.

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