Lara Santana detalha sua transição da corrida ao triathlon
Em conversa com Bruna Mahn, a atleta amadora aborda rotina, perrengues com a bike e desafios no Ironman 70.3.
Lara Santana participou do Stemma Performance para contar como migrou das corridas de rua para o triathlon. O episódio traz reflexões sobre rotina de treinos, adaptação à bicicleta, bastidores de desafios em equipe e a atmosfera das provas de endurance.
No episódio #131 do Stemma Performance, Bruna Mahn recebeu a criadora de conteúdo e maratonista Lara Santana para uma conversa bem-humorada e honesta sobre sua jornada esportiva. Gravado diretamente nos bastidores do Nubank Ironman 70.3 São Paulo, o papo percorreu desde os primeiros passos despretensiosos no asfalto até a preparação para provas de longa distância no triathlon.
Início na corrida e paixão por treinar
Lara relembra que começou a correr em 2016 incentivada pela mãe, que não queria praticar a atividade sozinha. Sem conhecimento inicial sobre assessorias esportivas ou periodização, a dupla recebeu uma planilha de treino por e-mail de um desconhecido na orla para completar os primeiros 5 km sem caminhar. Com o tempo, a evolução levou Lara à meia maratona e à conclusão da Maratona de Berlim. Foi ao longo desse processo de preparação para os 42 km que ela descobriu o prazer pelos treinos longos e pelo alto volume semanal, característica essencial para quem decide migrar para o triathlon.
Disciplina e rotina de treinos
A conversa aborda a dedicação necessária para cumprir planilhas exigentes, que chegam a somar mais de 20 horas de treino em uma única semana. Lara destaca que a disciplina é inegociável em seu dia a dia: se o treino está agendado, ela cumpre o planejamento em qualquer horário. Ao mesmo tempo, reconhece o privilégio de ter flexibilidade profissional para delegar tarefas de trabalho e acomodar a rotina de treinos do triathlon, um esporte que exige alto investimento de tempo, financeiro e mental.
Os desafios da transição para o triathlon e a bike
Ao decidir ingressar no triathlon, Lara enfrentou as complexidades técnicas da modalidade, a começar pela escolha da primeira bicicleta e os termos do ciclismo que pareciam outro idioma. O processo envolveu ajustes trabalhosos de bike fit, troca de equipamento, a adaptação com o pedal clipado e a posterior transição para a bicicleta de contra-relógio (TT). Lara ressalta a importância da mentoria prática e didática de Bruna Mahn para superar o receio inicial e ganhar segurança sobre duas rodas.
Desafios de revezamento e próximas provas
Bruna e Lara detalham a criação de um desafio bem-humorado de revezamento no Ironman 70.3 São Paulo. A disputa colocou um trio de atletas amadoras — Lara no ciclismo, Maria na natação e Larissa na corrida — contra a própria Bruna Mahn (pedal e corrida) ao lado da medalhista olímpica Polyanna Okimoto na natação. Além da brincadeira, o calendário de provas inclui a estreia individual de Lara no Ironman 70.3 Florianópolis e a participação de todas no Ironman 70.3 Panamá.
O papel do esporte na vida e amizades
Lara reflete sobre a importância de manter a leveza e encarar o esporte amador como um hobby prazeroso, sem cobranças desmedidas por resultados. Ela aponta que o maior benefício do endurance é o ganho de disciplina, que se estende para todas as outras áreas da vida pessoal e profissional. O convívio diário nos treinos gerou amizades sólidas e uma rede de apoio que inclui a presença animada da família nos locais de prova.
Experiência e organização no Ironman
No encerramento, Lara compartilha suas impressões sobre o universo dos eventos da marca Ironman. A atleta amadora elogia o alto padrão de organização, a sinalização minuciosa dos percursos, os postos de hidratação e o suporte dos staffs, destacando o clima acolhedor que envolve competidores e acompanhantes durante todo o fim de semana de prova.