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Como pequenas e médias empresas devem adotar IA na prática

Pedro Daniel explica a importância de testes graduais, unificação de dados via CRM e foco na comunicação.

Em conversa no Marketing - The Podcast, Pedro Daniel detalha os passos práticos para PMEs implementarem inteligência artificial. O debate aborda testes em pequena escala, integração de dados e limites da automação em vendas.

Pedro Daniel, criador da Escola de IA, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre os caminhos práticos para pequenas e médias empresas iniciarem a implementação de inteligência artificial em suas operações.

Para Daniel, o ponto de partida de qualquer transformação tecnológica não está nas ferramentas, mas na mentalidade da organização. O episódio completo no vídeo acima traz demonstrações de fluxos de trabalho e detalhes das aplicações discutidas na conversa.

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Cultura e testes em pequena escala

Segundo Daniel, a prioridade para quem quer estruturar o uso de tecnologia é preparar os colaboradores para o uso cotidiano da ferramenta antes de buscar automações complexas. Ele alerta contra a substituição abrupta de equipes por soluções automatizadas sem validação prévia de qualidade.

"A primeira coisa é você adequar a cultura da empresa à inteligência artificial. É o que eu falei, a inteligência artificial ela não vai resolver todos os problemas, mas a partir do momento que você incentiva os funcionários a utilizarem inteligência artificial, pô, você já tá implementando na cultura, mesmo que seja para tarefas mais simples no começo", afirma Daniel. Ele complementa: "Você começa na parte da cultura e aí você começa a entender em quais setores a inteligência artificial vai funcionar melhor com base de teste e você testa em pequena escala."

Como pequenas e médias empresas devem adotar IA na prática

Unificação de processos a partir do CRM

Ao abordar a arquitetura de dados, Daniel aponta que negócios menores possuem vantagem competitiva em agilidade de integração quando comparados a grandes corporações, que frequentemente operam com dezenas de planilhas dispersas e sistemas que não conversam entre si.

A recomendação é centralizar os fluxos operacionais em uma base única, começando pelo relacionamento com clientes: "Vai colocando inteligência artificial, faz um sistema unificado dentro da empresa, começa de pouco, começa com um CRM e vai expandindo isso para as outras áreas. Então você começa com um CRM, aí você expande para o no próprio CRM, essa parte de demanda de lead, você já adiciona tudo lá, já ajusta com o time de vendas, aí depois você vai para a parte financeira, integra isso dentro do sistema, a parte financeira, e assim você vai ajustando e vai unificando dados."

O chão de fábrica e os limites da automação

Para identificar os gargalos reais que a tecnologia deve solucionar, Daniel defende a ida direta à operação diária da empresa em vez de confiar apenas em relatórios executivos.

"O segredo tá no chão de fábrica. Então é lá que você encontra o problema mesmo. Lá em cima tá tudo lindo, tudo maravilhoso, as coisas chegam tudo bonitinho, vai chegar no papelzinho ali tudo mapeadinho. Mas agora quando você vai lá para o chão de fábrica que você descobre onde tem problema de fato", pontua Daniel. Ele ressalta ainda que processos comerciais consultivos de alto valor exigem contato pessoal: "Tem muita coisa que a inteligência artificial não consegue substituir e não vai substituir tão cedo, principalmente as coisas que envolvem seres humanos, humanos com humanos."

Fundamentos de comunicação antes das ferramentas

Diante da rápida evolução de plataformas como ChatGPT, N8N e Claude Code, Daniel argumenta que o domínio técnico específico de um software é secundário em relação à clareza conversacional.

"Você que pensa em ferramentas de inteligência artificial e acha que a ferramenta de inteligência artificial ela vai resolver o seu problema, cara, você tem que entender o fundamento da IA. Primeira coisa que você tem que aprender a fazer é se comunicar. A base da inteligência artificial é comunicação. Depois que você aprender a se comunicar, você consegue utilizar qualquer ferramenta que tem no mercado", destaca Daniel.

O panorama de adesão nas empresas brasileiras

Durante o diálogo sobre o ritmo de transformação no país, Bruno trouxe dados do mercado nacional que ilustram a janela de oportunidade para as organizações menores.

Bruno observa que um levantamento da FGV de 2025 aponta que 61% das PMEs brasileiras ainda não adotaram nenhuma ferramenta de IA, enquanto 78% afirmam ter interesse em começar nos próximos 12 meses.

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