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SWEDEMAN Xtri: Shubi Guimarães Detalha os Bastidores do Triatlo Extremo

A apresentadora do Xtremma Sports revela os perrengues e triunfos de sua jornada no Swedeman Xtri na Suécia.

Shubi Guimarães, host do Xtremma Sports, compartilha sua experiência no Swedeman Xtri, um triathlon extremo na Suécia. De águas geladas a montanhas desafiadoras, ela detalha os bastidores da preparação, os imprevistos da prova e as estratégias que a levaram à linha de chegada. Descubra os desafios e aprendizados de uma das provas mais intensas do mundo.

Neste episódio especial do XTREMMA Sports, Shubi Guimarães, a host do programa, inverte os papéis e se torna a entrevistada. Com a participação de Sérgio Magalhães e Beto Nitrini, do Café com Tri, Shubi compartilha os detalhes de sua participação no Swedeman Xtri, um triatlo extremo realizado na Suécia, abordando desde a preparação até os momentos mais críticos da prova.

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O Triatlo Extremo: Uma Nova Fronteira

Shubi explica que o triatlo extremo surgiu há cerca de 8 anos, derivado do Ironman Full, para atletas em busca de desafios maiores. As provas, que fazem parte do circuito Xtri World Tour, são caracterizadas por condições extremas: natação em águas muito frias, ciclismo e corrida com muita subida. Diferente dos grandes Ironmans, os Xtris são menores, com uma atmosfera de maior camaradagem e apoio mútuo entre os participantes, o que Shubi sentiu bastante na Suécia. Para ela, esse tipo de prova atrai quem busca menos gente, maiores desafios e a "peoplefobia" do asfalto.

SWEDEMAN Xtri: Shubi Guimarães Detalha os Bastidores do Triatlo Extremo

A Preparação e a Decisão

Aos 50 anos, Shubi buscou no Swedeman Xtri um desafio pessoal para se testar e investir em um novo ciclo de treino. Sua escolha pela Suécia foi influenciada pela presença de amigos e pelo encaixe no calendário, que lhe deu cinco meses de preparação intensa. Sob a orientação de Wagner Spadotto, seu treinamento foi completamente diferente dos ciclos anteriores. Ela precisou aprender a usar planilhas com métricas de esforço e adaptar seu corpo a treinos específicos, incluindo tiros em subida, longos na montanha e natação em água gelada no Pacaembu, acostumando-se ao uso da roupa de borracha.

Natação Gélida e Ciclismo Inesperado

A natação no Swedeman Xtri foi um dos pontos mais desafiadores. Com a água entre 13 e 14 graus Celsius e o ambiente externo a 9 graus, a estratégia de não usar o macaquinho por baixo da roupa de borracha para evitar hipotermia foi crucial. A largada, com todos os atletas entrando na água ao mesmo tempo, foi marcada por muita "pancadaria". Shubi engoliu muita água, especialmente no final, em um trecho com correnteza e "águas brancas" perto de uma cachoeira. O ciclismo, de 205 km com 2.300 metros de subida acumulada, foi tranquilo, com uma média de 29 km/h. Um imprevisto quase comprometeu a prova: na noite anterior, o câmbio traseiro de sua bike soltou. Graças à agilidade da organização, um mecânico resolveu o problema às vésperas da prova. A regra de apoio na bike exigia que o carro parasse em pontos pré-combinados, geralmente nas subidas, para Shubi reabastecer.

Nutrição e Hidratação em Condições Extremas

Devido ao frio intenso e à baixa transpiração, Shubi bebeu e comeu menos do que o planejado, além de sentir náuseas e engolir muita água na natação. Isso a levou a abandonar a estratégia de apenas géis e gomas, buscando "comida de verdade", como batatas, Coca-Cola e até sanduíches, que ela pedia nos pontos de apoio da organização. Essa adaptação foi essencial para manter a energia e combater os desconfortos gastrointestinais.

A Maratona na Montanha e a Força Mental

A transição para a corrida foi em uma estação de esqui, com um percurso que já começava em subida. Com o corpo já comprometido pela natação e ciclismo, Shubi enfrentou dificuldades iniciais na corrida, incapaz de ingerir géis. O consumo de alimentos salgados foi um divisor de águas. Por conta das frequentes idas ao banheiro, ela optou por trocar de roupa no meio da corrida, passando a usar um shorts e uma segunda pele. Nos últimos 16 km, o apoio de um corredor ("support runner") foi obrigatório por segurança. Sua força mental foi chave: jamais pensou em desistir, focando sempre em como resolver os problemas que surgiam. O melhor momento da prova foi no final, ao atravessar a maior montanha da Suécia, onde sua experiência em trail run e as descidas técnicas a fizeram se sentir "em casa", ultrapassando outros competidores.

Lições Aprendidas e Futuros Desafios

A recuperação pós-prova foi intensa, com duas noites de insônia, dores por todo o corpo e o desafio adicional do sol da meia-noite na Suécia. Shubi concluiu que "tudo é treino" e que para melhorar na transição da bike para a corrida, é preciso fazer mais provas. Para o futuro, ela almeja outro Xtri, procurando provas com mais trilha na corrida e subidas na bike, preferindo locais "estranhos" e desafiadores como o Himalaia ou a Eslováquia, para "contar uma boa história". Seu conselho para quem busca um triatlo extremo é simples: "Tem que gostar de subida, treinar na subida e esquecer o pace."

A experiência de Shubi Guimarães no Swedeman Xtri é um testemunho da capacidade humana de superar limites, adaptar-se a condições adversas e encontrar a alegria no desafio. Sua jornada inspira a buscar novos horizontes e a redefinir o que é possível no mundo dos esportes de resistência.

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