Ognjen Stojanovic: Estratégia e Performance no IRONMAN 70.3 Rio
Descubra como o triatleta sérvio Ognjen Stojanovic aborda a elite do IRONMAN, da preparação à tática de prova.
Em entrevista exclusiva à Stemma Sports, o triatleta Ognjen Stojanovic compartilha insights sobre sua performance no IRONMAN Brasil e a preparação para o IRONMAN 70.3 Rio. Ele detalha sua filosofia de treino, a importância da recuperação e sua visão sobre as diferentes distâncias do triathlon. Uma conversa franca sobre os desafios e a mente de um atleta de alta performance.
Em uma conversa esclarecedora com Fabio Bessa da Stemma Sports, o triatleta sérvio Ognjen Stojanovic abriu o jogo sobre sua jornada no mundo do alto desempenho. Com vasta experiência em competições internacionais, Stojanovic, que já é conhecido dos brasileiros, compartilhou detalhes de sua estratégia, filosofia de treino e expectativas para o Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 Rio de Janeiro 2026.
Análise Pós-IRONMAN Brasil: Entre o Desafio e a Superação
Ognjen Stojanovic, o quinto colocado no IRONMAN Brasil, expressou uma satisfação geral com o resultado, mas não escondeu sua frustração com a performance na corrida. "Corri muito mal, fiz 2:48h e acho que deveria ter feito sub-2:40h", afirmou. Sua estratégia foi um arriscado "tudo ou nada" para garantir um slot para Kona, o que, apesar de não ter se concretizado, lhe deu valiosos aprendizados sobre seus limites. Ele destacou, porém, que teve "boas sensações" na natação e no ciclismo, e nos primeiros 18-20 km da corrida.
Um momento crucial na prova foi um erro de navegação na natação, que o fez nadar de 50 a 100 metros a mais. "Geralmente sou muito bom em avistamento, mas cometi um erro", lamentou. Ele acredita que, sem o erro, poderia ter se mantido no grupo líder com Govelarinho e Wilhelm. Stojanovic também comentou a ausência de Fernando Toli no IRONMAN 70.3 Rio por lesão, lamentando não poder reeditar a batalha que tiveram na corrida do IRONMAN Brasil.
A Metodologia de Treino e a Busca por Frescor
A recuperação e o planejamento pós-IRONMAN Brasil foram cruciais. Stojanovic relatou uma recuperação surprisingly rápida, que o permitiu competir no Balkan Championship (distância sprint) apenas duas semanas depois. Essa prova mais curta teve como objetivo "resetar as pernas" e recuperar a velocidade, um "bom plano" que o levou a vencer um Half IRONMAN na semana seguinte.
Com um volume de treino de aproximadamente 1200 horas anuais, Stojanovic sustenta que sua base sólida o permite transitar entre distâncias sem a necessidade de preparações específicas de quatro meses para cada prova. Sua filosofia de treino evoluiu de uma abordagem extremamente metódica, adotada no início de sua carreira com o sonho olímpico, para um estilo mais guiado pelo "feeling" e pela compreensão do cenário geral. No entanto, ele ainda valoriza a precisão e a logística detalhada para minimizar erros em um esporte tão complexo como o triathlon.
Estratégia Tática para o IRONMAN 70.3 Rio
Analisando o campo de atletas para o IRONMAN 70.3 Rio, Ognjen Stojanovic classificou-o como "não fraco", com um nível "decente" entre os cinco ou seis principais competidores. Sua tática para a natação é agressiva: "Meu objetivo é que nademos juntos e quero forçar a natação, não serei defensivo", declarou, buscando quebrar o grupo desde cedo. Ele antecipa que o percurso de ciclismo, descrito como "plano, rápido e com muitas voltas", será o fator decisivo para o desfecho da prova. Ognjen demonstrou confiança em todas as três disciplinas, um elemento que considera essencial.
IRONMAN Full vs. Half IRONMAN: Potencial e Ambições
Stojanovic abordou a questão de qual distância se adapta melhor ao seu perfil. Ele reconhece que, no momento, tem mostrado mais potencial no Half IRONMAN. Sua busca por aprimoramento na corrida da maratona em provas de IRONMAN full ainda é um foco, relembrando um 2:25h em uma maratona isolada anos atrás. Dada a evolução dos atletas profissionais, ele considera uma maratona acima de 2:40h no full IRONMAN como uma "falha" em sua campanha.
Para o futuro, Ognjen expressou o desejo de competir no Mundial de 70.3 em Chattanooga, nos Estados Unidos, uma escolha motivada tanto pelo percurso quanto pela localização de seu patrocinador, Quintana Roo, na cidade.
A entrevista com Ognjen Stojanovic oferece uma visão inspiradora da mente de um triatleta de elite. Sua dedicação, autoconhecimento e abordagem estratégica são um testemunho de que o sucesso no triathlon é uma combinação de esforço físico, inteligência tática e uma constante busca pela superação pessoal.