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Mundial de Paratriatlo em Pontevedra: balanço dos brasileiros

Com prata de Érika Rodrigues e balanço de Ruiter Silva, Jorge Fonseca e Jonas Souza, paratriatletas avaliam a prova.

Direto de Pontevedra, os paratriatletas brasileiros Érika Rodrigues, Ruiter Silva, Jorge Fonseca e Jonas Souza analisam o desempenho no Mundial e projetam o ciclo rumo a Los Angeles.

A Gran Final do Campeonato Mundial de Paratriatlo, disputada em Pontevedra, na Espanha, reuniu a elite da modalidade em disputas de alto nível técnico. Os paratriatletas brasileiros avaliaram o desempenho nas provas, os desafios enfrentados nos percursos de natação, ciclismo e corrida, além de projetarem os passos seguintes do ciclo paralímpico.

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Prata histórica para Érika Rodrigues na classe PTS5

A brasileira Érika Rodrigues conquistou a medalha de prata na categoria PTS5. Depois de terminar na quinta colocação na edição anterior, a atleta manteve a meta do pódio como foco principal ao longo de toda a prova. No percurso, ela enfrentou uma natação sob forte pressão, saindo na quarta posição, e sustentou a disputa no ciclismo para garantir a vantagem até a linha de chegada.

A conquista coroou uma temporada de longa permanência fora do país, com passagens competitivas por etapas no Japão e em Hamburgo. Ao lado de sua comissão técnica, Érika destacou a dedicação integral aos treinamentos e reafirmou que o grande objetivo do trabalho é a busca pelo pódio nos Jogos Paralímpicos de Los Angeles.

Mundial de Paratriatlo em Pontevedra: balanço dos brasileiros

Resiliência e aprendizados de Ruiter Silva

Também pela categoria PTS5, Ruiter Silva concluiu a competição no 11º lugar. O triatleta, que teve um início de temporada consistente com a quinta colocação na etapa de Yokohama, relatou dificuldades no segmento de ciclismo, onde o rendimento físico não respondeu como o planejado ao longo das voltas.

Apesar do resultado abaixo das próprias expectativas em Pontevedra, Ruiter enfatizou o suporte da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri) nos períodos de training camp e a importância de absorver a experiência. O atleta reforçou a maturidade necessária para compreender os altos e baixos do esporte de alto rendimento sem comprometer o planejamento para as próximas decisões.

Reflexão e veterania de Jorge Fonseca na PTS4

Na classe PTS4, Jorge Fonseca encarou uma disputa acirrada em uma das categorias mais numerosas da competição. O brasileiro destacou a complexidade do grid, que reúne atletas com diferentes tipos de amputação, e apontou o desgaste sentido no percurso de ciclismo após uma natação consistente.

Com quase 42 anos de idade e 13 anos dedicados à seleção brasileira, Jorge abordou o momento de transição e a exigência física nos períodos de recuperação, sinalizando a possibilidade de encerramento do ciclo competitivo. A preparação do atleta para o evento incluiu um mês de treinos em Rio Maior, em Portugal, além da participação em provas nacionais e internacionais na Europa.

Evolução constante de Jonas Souza na PTS3

Pela classe PTS3, Jonas Souza avaliou a participação na Gran Final e classificou o ano como o melhor de sua carreira esportiva. O paratriatleta enfrentou a altimetria exigente do ciclismo espanhol e trabalhou para recuperar terreno na corrida, valorizando o período de preparação técnica realizado em solo europeu.

Dedicado integralmente aos treinos e respaldado pelo suporte da CBTri, Jonas encerra a temporada mirando a Copa do Mundo em San Pedro de la Paz, no Chile, enquanto mantém a preparação de longo prazo orientada para a classificação aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles.

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