Curated
Voltar S @stemma 9 min de leitura
sports

Malu Daily Life: Da advocacia ao empreendedorismo na corrida

A criadora de conteúdo e sócia da Zilla fala sobre leveza no esporte, transição de carreira e o poder da intuição.

Em sua terceira participação no Girls Who Run, Malu Daily Life compartilha sua incrível jornada de advogada a empreendedora no universo da corrida. Ela discute a busca por leveza no esporte, a importância de se autoconhecer e como a tecnologia da Zilla democratiza o acesso a treinos seguros e personalizados para corredores de todos os níveis.

No mais recente episódio do podcast Girls Who Run, as anfitriãs Mari Real e Ma Fanti recebem Malu Daily Life pela terceira vez, marcando um reencontro presencial que revela a extraordinária evolução da convidada. De advogada com aspirações na criação de conteúdo a influenciadora em tempo integral, Malu agora abraça uma nova fase como empresária e sócia da Zilla, uma inovadora assessoria de corrida impulsionada por inteligência artificial.

A conversa mergulha na trajetória de Malu, que começou a correr em 2020 para deixar de fumar, inspirada por Drauzio Varella. De uma pessoa que "não tinha talento para correr", ela se tornou uma maratonista experiente, com quatro maratonas no currículo, incluindo Londres e Chicago. Hoje, Malu se descreve como alguém que vive a corrida com leveza, priorizando o respeito às suas fases e enxergando o esporte como um hobby terapêutico, em contraste com a "Malu bitolada" do passado.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

Corrida com Leveza: O Preço da Performance e a Paz do Autoconhecimento

Um dos pontos centrais da discussão foi a pressão por performance e a armadilha da comparação. Malu relata ter sentido essa pressão, especialmente ao treinar para a Maratona de Londres enquanto a Zilla lançava seu plano de maratona. No entanto, ela enfatiza a importância de se escutar e entender que a evolução na corrida (e na vida) nem sempre é linear.

Malu compartilha sua visão sobre a comparação com outros corredores, alguns dos quais começaram junto com ela e hoje são significativamente mais rápidos. Sua reflexão é clara: "Eu não paguei o preço que essa pessoa pagou. Não tem como eu querer colher o que ela colheu." Ela defende que a paz reside em entender que não é preciso ser o melhor em tudo e que a corrida pode se encaixar em diferentes momentos da vida, seja como meta principal ou como um prazer leve. A performar exige um "preço" – dedicação intensa, rotina regrada –, e cabe a cada um decidir se quer e pode pagá-lo.

Malu Daily Life: Da advocacia ao empreendedorismo na corrida

Superando a Síndrome do Impostor e Reinventando a Carreira

A transição de Malu da advocacia para o empreendedorismo foi um processo desafiador. Ela confessa ter sido "extremamente infeliz" como advogada, mesmo em um ambiente de trabalho positivo, e que a mudança a fez descobrir que não odiava trabalhar, mas sim a profissão. O ingresso no mundo da criação de conteúdo e, posteriormente, na Zilla, trouxe à tona sua paixão por marketing, estratégia e produtividade.

Malu revela ter lidado intensamente com a síndrome do impostor, especialmente no início de sua carreira como influenciadora e ao receber o convite para a Zilla, onde o cofundador Guilherme enxergou nela um talento para construção de marca e comunidade que ela mesma não via. Sua história ressoa com a experiência de muitas mulheres, que tendem a subestimar suas capacidades e exigir 150% de preparo antes de assumir novos desafios, em contraste com a autoconfiança frequentemente demonstrada pelos homens. A aceitação do desafio e o sucesso estrondoso da Zilla serviram como uma grande validação para ela, embora a síndrome do impostor ainda a acompanhe.

Zilla: Tecnologia e Cuidado para Todos os Corredores

Como sócia da Zilla, Malu descreve o aplicativo como uma assessoria de corrida movida por Inteligência Artificial (IA), mas com uma metodologia desenvolvida por um treinador humano. A IA personaliza o treino com base em pace, disponibilidade e dados individuais do atleta (idade, gênero, histórico), além de analisar o desempenho para ajustar as semanas seguintes. O objetivo é oferecer um serviço de qualidade e acessível, com mensalidade de R$39,90 e integração com o Wellhub.

A Zilla busca simplificar a corrida, desmistificando a ideia de que é preciso ter equipamentos caros e muito conhecimento prévio. A assessoria adota uma abordagem conservadora para prevenir lesões: iniciantes treinam no máximo três vezes por semana, e planos de maratona exigem comprovação de uma meia maratona recente. Além disso, o aplicativo não permite que o usuário defina seu próprio pace para maratonas, focando no desenvolvimento para o melhor ritmo possível do atleta. Com um crescimento impressionante de 113.000 usuários em poucos meses, a Zilla também oferece uma comunidade engajada, chat dentro do app e eventos presenciais, combatendo a ideia de que a IA isola o corredor.

O Futuro da Zilla e de Malu

Para o futuro, a Zilla planeja focar ainda mais em comunidade e eventos presenciais por todo o Brasil, entregando "experiências nota 11" aos seus atletas. Malu, por sua vez, tem um desejo pessoal ambicioso: levar a Zilla para uma Major Marathon, buscando completar as maratonas de Tóquio e Boston. Sua jornada é um testemunho da paixão pelo trabalho, da coragem de arriscar e da leveza de viver as próprias fases, dentro e fora da corrida.

Em um "Sprint Final" descontraído, Malu compartilha que uma iniciante precisa de Zilla para começar a correr, e não de um tênis de placa. Relógio, rotina possível, feedback personalizado da tecnologia e o contato humano em eventos são essenciais. Ela conclui que a Zilla representa um "sonho que eu nem sabia que tinha" e que hoje se sente "realizada".

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250