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IRONMAN 70.3 São Paulo: start list feminina e altitude

Com pelotão enxuto no profissional, prova tem Romina como favorita e debate sobre os reais ganhos do treino nas alturas.

A disputa feminina profissional do IRONMAN 70.3 São Paulo conta com um start list reduzido e favoritismo claro. Além do panorama das atletas, a preparação em altitude entra em foco pelos seus benefícios biomecânicos e prevenção de lesões.

A largada profissional feminina do IRONMAN 70.3 São Paulo chega com um grid enxuto, reunindo apenas seis competidoras. Apesar do número reduzido de atletas, o cenário desenha dinâmicas táticas bem definidas entre o favoritismo isolado na ponta e uma disputa aberta pelas demais posições no pódio.

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Romina desponta como o grande nome da prova

Atual campeã do IRONMAN Brasil em Florianópolis e classificada para o Mundial de Kona, Romina surge como a principal candidata à vitória. Com a bagagem de três participações olímpicas, a atleta traz a solidez típica de quem construiu base na curta distância antes de migrar para as provas longas. Para o ex-triatleta profissional Fábio Carvalho, a combinação eficiente nas três modalidades — com destaque para o ritmo de corrida — e a ausência de nomes como Vittoria Lopes e Pâmela Oliveira credenciam a favorita a liderar a prova desde a natação.

IRONMAN 70.3 São Paulo: start list feminina e altitude

Disputa acirrada pelas posições no pódio

Se a ponta tende a se desgarrar cedo, a briga pela segunda colocação promete movimentar o percurso paulistano. O pelotão conta com Michele, que vem embalada pelo título no Challenge Fortaleza após consolidar sua migração da categoria amadora para a elite, e a experiente Mariana Borges, conhecida pela consistência no ciclismo. O grid tem ainda Rachel Olson, competidora frequente nas etapas brasileiras, e Luma Guillen, que estreia na meia distância após construir trajetória em distâncias mais curtas.

O verdadeiro benefício do treinamento em altitude

Parte do pelotão feminino, como Luma Guillen e Bruna Stolf — que também encara o Mundial 70.3 —, buscou preparação específica em altitude na Colômbia. Muito além do ganho hematológico tradicional, que eleva em cerca de 1% a 2% a oxigenação sanguínea, Fábio Carvalho destaca uma vantagem prática determinante: a redução drástica do estresse mecânico.

Ao treinar em locais altos, o corpo atinge faixas elevadas de frequência cardíaca e zonas anaeróbias (Zona 5) em velocidades inferiores às necessárias ao nível do mar. Correr a 3:10/km para alcançar 180 bpm na altitude poupa as articulações e a musculatura do impacto severo que um ritmo de 2:50/km exigiria na planície, permitindo estímulo cardiovascular máximo com índice de lesão consideravelmente menor.

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