Expectativas e Estratégias no IRONMAN 70.3 Rio 2026
Triatletas de elite revelam estratégias e desafios para a prova no Rio.
A coletiva de imprensa do Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 Rio de Janeiro 2026 reuniu atletas profissionais para discutir suas expectativas e planos. Eles abordaram o impacto do clima, a dinâmica da competição e a importância da vestimenta de natação, o wetsuit.
A atmosfera pré-competição do Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 Rio de Janeiro 2026 ferveu na coletiva de imprensa, apresentada por Maia Fleming, com a presença dos hosts da Stemma Sports, Fabio Bessa e Thiago Kawamura. Atletas de elite, incluindo Luisa Paes, Fernanda Pencal, Macarena Salazar Esquivel, Jonathan Guisolan, Iago Alves e João Teixeira Álvares Neto, compartilharam suas perspectivas, estratégias e desafios para a prova que se aproxima.
O Desafio do Clima e a Dinâmica da Água
Um dos pontos cruciais discutidos foi a adaptação ao clima carioca. Jonathan Guisolan, o "suíço mais brasileiro", comentou sobre o calor intenso na Europa, que o ajudou a se preparar para as temperaturas elevadas do Rio, mas a umidade é um fator que requer atenção. Fernanda Pencal, acostumada ao frio de Curitiba, também reconheceu a dificuldade, mas espera que as condições climáticas amanhã sejam favoráveis.
A questão do uso do wetsuit (roupa de borracha) na natação gerou debate. Iago Alves expressou sua preferência por nadar sem a vestimenta, explicando que o wetsuit tende a diminuir os gaps entre os atletas, tornando a saída da água e o início do ciclismo mais agrupados. Para ele, isso altera significativamente a dinâmica da prova, beneficiando quem está um pouco mais atrás e desafiando quem busca abrir vantagem na natação. João Teixeira complementou, ressaltando que com o wetsuit, "tudo pode acontecer", inclusive o Jonathan sair junto com o grupo da frente, o que mudaria completamente a estratégia.
Estratégias e Expectativas dos Atletas
A vice-campeã amadora e agora profissional, Luisa Paes, destacou a diferença na dinâmica da prova entre as categorias. Como nadadora, ela percebe que no profissional há um grupo mais forte para ditar o ritmo, permitindo uma competição mais estruturada e um melhor posicionamento. Em casa, o desafio de conciliar a vida familiar e a preparação para a prova é grande, mas Luisa encontra foco ao chegar ao local da competição.
Macarena Salazar Esquivel, em sua estreia no IRONMAN 70.3 no Brasil, está focada em fazer uma "boa corrida" e ser o mais competitiva possível. Sua estratégia envolve se manter próxima de atletas como Pamela Oliveira e Jennifer Arnold na natação e buscar uma dinâmica forte no ciclismo para definir a corrida.
No masculino, o ciclismo de Jonathan Guisolan é uma força a ser reconhecida. Ele afirmou que sempre tentará alcançar a ponta da competição, "até o último quilômetro da bicicleta", mesmo que o déficit inicial seja grande. João Teixeira reforçou que "destacar tanto quanto o Jonathan é muito difícil" no pedal, e a meta do grupo da frente é "fazer com que ele chegue o mais tarde possível" na transição para a corrida, pois sua chegada antecipada pode desestabilizar a prova para os demais. Para João, vindo de provas mais curtas, a adaptação ao 70.3 envolve uma estratégia mais dosada, sempre buscando se manter na ponta.
A Competição Pura e o Espírito Triatleta
Todos os atletas convergem na ideia de que não estão ali apenas para participar, mas para competir e buscar as primeiras posições. A "pancadaria" na natação, mais comum em distâncias curtas devido ao maior número de atletas com nível similar, tende a ser menor no 70.3, onde os gaps são mais frequentes e há menos competidores na largada. O evento promete emoções e uma verdadeira batalha de estratégias e resistência.
Com o palco montado e as expectativas elevadas, o Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 Rio de Janeiro 2026 promete ser uma prova memorável. Os triatletas estão prontos para entregar tudo o que treinaram e brigar por cada segundo, demonstrando a paixão e a dedicação que movem o esporte.