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Djenyfer Arnold analisa prova dura no Mundial de Triathlon

Brasileira superou afogamento na natação e corrida desgastante para cruzar a linha em 32º lugar em Pontevedra.

Em conversa logo após o Mundial em Pontevedra, Djenyfer Arnold desabafou sobre os momentos difíceis na água e a luta mental no ciclismo. A triatleta brasileira explicou como buscou forças para completar a prova e já mira a Copa do Mundo de Roma.

A disputa da elite no Mundial de Triathlon em Pontevedra, na Espanha, colocou à prova não apenas o físico, mas principalmente a resiliência mental dos atletas. Logo após cruzar a linha de chegada na 32ª colocação, a triatleta brasileira Djenyfer Arnold avaliou seu desempenho com sinceridade, revelando o sentimento misto de frustração pelo resultado e alívio por não ter desistido em um dia especialmente adverso.

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Perrengue na natação e corte na subida da bike

A largada parecia promissora até a aproximação da primeira boia, momento em que a intensidade da disputa no pelotão cobrou um preço alto. Djenyfer relatou ter sido afundada durante a forte disputa de espaço na água, sem conseguir subir para respirar em duas tentativas seguidas e engolindo água no processo. O incidente desorganizou seu ritmo inicial e a fez sair atrás do grupo principal.

Na tentativa de recuperação, a brasileira imprimiu um ritmo forte logo na primeira volta do ciclismo para conectar com o segundo pelotão. O esforço inicial, no entanto, pesou na subida do circuito, onde acabou sobrando. Ao longo das oito voltas no pedal, o desafio passou a ser quase inteiramente mental, lutando contra o desânimo de saber que as chances de brigar pelas primeiras colocações haviam escapado.

Djenyfer Arnold analisa prova dura no Mundial de Triathlon

Entrega na corrida e foco na corrida olímpica

Mesmo desgastada, a transição para a corrida marcou uma virada de chave para garantir a conclusão da prova. Djenyfer recuperou posições no trecho a pé e entregou o ritmo máximo possível até cruzar o pórtico final. Segundo a atleta, abandonar a disputa deixaria uma sensação muito mais amarga do que lutar até o fim.

Sem tempo para lamentações, a triatleta já mira o próximo compromisso no calendário internacional. Com a corrida de qualificação olímpica em andamento, o foco se volta imediatamente para a etapa da Copa do Mundo em Roma, na Itália, buscando reencontrar melhores sensações competitivas logo na semana seguinte.

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