Empoderando Refugiadas em Roraima: O Trabalho da Turma do Jiló
Conheça a missão da Turma do Jiló e seus parceiros em Boa Vista para integrar refugiadas ao mercado de trabalho brasileiro.
Acompanhe a Turma do Jiló em Boa Vista, Roraima, e veja de perto o projeto Empoderando Refugiadas. A iniciativa, em parceria com ACNUR e ONU Mulheres, oferece capacitação e apoio para mulheres refugiadas reconstruírem suas vidas no Brasil. Descubra os desafios e as transformações dessa jornada de inclusão.
Neste vlog especial, a Turma do Jiló, representada por Carola (fundadora), Nathalia e Carolina, nos leva a uma imersão no projeto Empoderando Refugiadas em Boa Vista, Roraima. Em parceria com o ACNUR e a ONU Mulheres, a iniciativa visa capacitar e apoiar mulheres refugiadas e migrantes, oferecendo novas oportunidades para recomeçarem suas vidas no Brasil.
Operação Acolhida e o Centro de Capacitação
A jornada começa na Operação Acolhida, porta de entrada para muitos refugiados no Brasil. Aqui, pessoas que chegam em situação de refúgio são recebidas, documentadas e encaminhadas para abrigos. O trabalho conjunto do Exército Brasileiro, OIM e ACNUR é essencial para fornecer o suporte inicial e direcionar os recém-chegados para oportunidades de emprego e capacitação, incluindo a interiorização para outros estados do país.
Um pilar fundamental desse processo é o Centro de Capacitação e Educação (CCE). Como explica Maira, advogada da equipe, o CCE oferece cursos profissionalizantes para homens e mulheres. Entre eles, destacam-se: português (curso carro-chefe para facilitar a comunicação e adaptação), elétrica, automotiva, estética (design de sobrancelhas, manicure) e operador de caixa. O objetivo é preparar os beneficiários para o mercado de trabalho brasileiro, facilitando sua autonomia e integração.
A Vida nos Abrigos e a Inovação Sustentável
A equipe da Turma do Jiló visita abrigos como o Pricumã, onde famílias vivem em carpas. A realidade é desafiadora, com um sol intenso e a ausência de eletricidade nas carpas por segurança. Contudo, há um esforço constante para melhorar as condições. Atividades para crianças, realizadas por organizações como Pirilampo e SEC, são cruciais para o bem-estar dos pequenos.
Destaque para o Centro de Sustentabilidade, uma verdadeira inovação nos abrigos. Com três pilares – educação ambiental, inovação e convivência pacífica – o centro reutiliza água da chuva, trata o esgoto e cultiva hortaliças. O viveiro, que produz cerca de 400 mudas por mês, é um espaço de aprendizagem e empoderamento. Voluntários e equipes incentivam os moradores a plantar árvores, criando sombra e promovendo a reflorestamento em uma área que foi desmatada. Esse projeto não só melhora o ambiente, mas também oferece oportunidades de aprendizado sobre educação ambiental e potenciais meios de subsistência, reforçando a importância do ESG.
Histórias de Resiliência e Conexão Humana
Ao longo da missão, a Turma do Jiló encontra e entrevista diversas pessoas, como Fabíola e Wesley, que testemunham a chegada de cerca de 300 pessoas por dia na Operação Acolhida, e Raiane, que expressa a gratidão em poder colaborar com quem mais precisa. A assistente administrativa Leide também ressalta o apoio oferecido, especialmente a venezuelanos, para capacitá-los e ajudá-los a empreender.
Conhecemos também a arte de Vigaílo, um artista plástico guarani da Venezuela, que usa sua arte para expressar a cultura de seu povo. Seu trabalho não é apenas uma forma de expressão, mas também uma ponte para a valorização cultural e uma fonte de renda. Outro ponto emocionante é a casa-modelo feita de barro para comunidades indígenas, um exemplo de construção sustentável que respeita a cultura local e oferece conforto térmico, mostrando o quão impactante é o respeito e a valorização das origens.
Um Futuro Mais Inclusivo
A experiência da Turma do Jiló em Boa Vista é um testemunho da resiliência e da capacidade de transformação quando há apoio e oportunidades. O trabalho árduo, mas gratificante, das equipes envolvidas demonstra que, com união e foco na inclusão, é possível construir pontes para uma sociedade mais acolhedora e justa, onde ninguém fica para trás.