Governança de IA em organizações: regras inquebráveis para inovação
Sergio Maria propõe um modelo de governança de IA focado em pessoas, empoderando equipes a inovar com segurança e alinhamento a valores.
A governança de inteligência artificial em organizações deve ser simples e focada em pessoas, segundo Sergio Maria. Ele defende a criação de poucas regras claras e inquebráveis para empoderar equipes a testar e inovar com segurança, garantindo alinhamento aos valores da empresa. Sem clareza, a IA será usada de forma descontrolada.
A rápida ascensão da inteligência artificial (IA) nas organizações exige uma governança eficaz, mas muitos modelos falham ao criar regras complexas e burocráticas. Segundo Sergio Maria, especialista em transformação digital e mídia, a chave está em simplificar: focar nas pessoas e estabelecer um conjunto de princípios claros e inquebráveis.
Maria observa que extensos manuais de regulamentação de IA frequentemente não são absorvidos pelas equipes. Sua abordagem, apresentada no SIP Connect 2026, propõe a definição de cerca de cinco grandes regras inquebráveis. São valores centrais que nenhum colaborador pode desrespeitar. A simplicidade garante que todos se lembrem delas e as apliquem no dia a dia.
Este método empodera as pessoas a testar e inovar. Ao desenvolver uma nova aplicação ou processo com IA, a equipe verifica se a iniciativa viola alguma das regras estabelecidas. Se houver violação, a proposta é descartada. Se estiver em conformidade, ela pode avançar, sempre com cautela e responsabilidade. Isso fomenta a experimentação segura dentro dos limites organizacionais.
Para Sergio Maria, essa clareza e transparência são essenciais. Sem elas, a IA será usada de qualquer forma, muitas vezes de maneiras não intencionais ou prejudiciais. Ao dialogar abertamente e definir os limites, as organizações asseguram que a tecnologia seja empregada de modo mais seguro e benéfico, alinhada aos seus valores e objetivos.