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Pedrinho quer rever concessão do Maracanã gerida pelo Flamengo

Após aprovação da SAF do Vasco, dirigente promete questionar contrato válido por quase três décadas.

O presidente do Vasco, Pedrinho, declarou intenção de rever a concessão do Maracanã administrada pela Fla-Flu Serviços S.A. O jornalista Bernardo Ramos analisa os entraves jurídicos e contratuais que inviabilizam a manobra.

Mais um capítulo conturbado envolve a utilização e a gestão do Maracanã. Após a reunião do Conselho Deliberativo do Vasco da Gama que aprovou a venda da SAF para o grupo de Marcos Lamacchia, o presidente cruzmaltino Pedrinho declarou que pretende rever a concessão pública do estádio, atualmente sob controle da Fla Flu Serviços S.A. Na avaliação de Bernardo Ramos, a pretensão do dirigente vascaíno não encontra respaldo jurídico viável.

No vídeo acima, Bernardo Ramos disseca os bastidores políticos e contratuais dessa disputa pelo principal palco esportivo do Rio de Janeiro. A concessão pública foi oficializada em 2024 com prazo total de 30 anos, restando ainda 28 anos de vigência. Na composição societária da empresa gestora, o Flamengo detém 65% de participação, enquanto o Fluminense possui os 35% restantes.

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Os prazos contratuais e a situação do Gasômetro

Essa estabilidade de quase três décadas na administração do Maracanã retira a urgência rubro-negra para erguer uma arena própria no curto prazo. Bernardo Ramos lembra que o então presidente Rodolfo Landim adquiriu o terreno do Gasômetro em meados de 2024 por cerca de 140 milhões de reais, com previsão inicial de entrega até 2029. No entanto, a gestão de Luiz Eduardo Batista, o Bap, renegociou com a Prefeitura do Rio e retirou a obrigatoriedade dessa data limite.

Pedrinho quer rever concessão do Maracanã gerida pelo Flamengo

A disputa judicial para a semifinal continental

A investida de Pedrinho ocorre após o Poder Judiciário rejeitar por duas vezes o pedido do Vasco para atuar no Maracanã. O Ministério Público do Rio de Janeiro chegou a recomendar intervenção estatal para viabilizar o confronto vascaíno contra o Boca Juniors, válido pela semifinal da Copa Sul-Americana, mas o Estado não acatou a manifestação.

Em resposta, o Flamengo emitiu nota oficial destacando que o órgão ministerial não apresentou laudos conclusivos que afastassem o risco de danos severos ao gramado. Apurações indicam uma carga prevista entre 76 e 77 partidas na temporada, o que torna a preservação do campo um tema crítico entre as partes envolvidas.

Contrato subjetivo e as opções de mando vascaínas

Bernardo Ramos observa que o acordo que previa quatro partidas anuais para o Vasco no Maracanã contém cláusulas subjetivas sobre condições técnicas do campo e não teve a assinatura direta da concessionária Fla Flu Serviços S.A. Tentativas de contato com o CEO do consórcio, Fred Nantes, não tiveram retorno sobre a ausência dessa assinatura.

Com o fim do prazo na última segunda-feira para indicar sedes fora do estado, o Vasco depende de opções no Rio de Janeiro. Segundo Pedrinho, a ordem de preferência do clube lista São Januário, Maracanã e Estádio Nilton Santos, o Engenhão. Caso a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) não libere São Januário por exigências regulamentares, a tendência apontada por Bernardo é o mando ser exercido no gramado sintético do Engenhão.

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