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Pedrinho quer levar clássico contra o Flamengo para São Januário

Decisão de mandar o confronto fora do Maracanã ocorre após veto a jogo do Vasco contra o Boca Juniors pela Sul-Americana.

O presidente do Vasco, Pedrinho, planeja mandar o clássico contra o Flamengo em São Januário pelo Campeonato Brasileiro. A postura ocorre após o consórcio do Maracanã vetar o estádio para o duelo cruzmaltino contra o Boca Juniors. Bernardo Ramos analisa a disputa pela concessão e critica a tentativa de esvaziar o palco histórico.

A diretoria do Vasco, encabeçada pelo presidente Pedrinho, planeja mandar o clássico contra o Flamengo em São Januário pelo Campeonato Brasileiro. A medida surge como retaliação após o consórcio que administra o Maracanã não liberar o estádio para a partida da equipe vascaína contra o Boca Juniors, válida pela semifinal da Copa Sul-Americana.

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Gestão do Maracanã e a prerrogativa de veto

Para Bernardo, a decisão de retirar o clássico do Maracanã prejudica a história do futebol carioca e ignora a realidade jurídica do estádio. O consórcio gestor é composto por Flamengo, que detém 65%, e Fluminense, com 35%. Por arcarem com os altos custos de manutenção e a reforma do gramado, os concessionários possuem a prerrogativa de vetar partidas de outros clubes, assim como o Botafogo gere o Engenhão ou o próprio Vasco administra São Januário. No vídeo acima, Bernardo Ramos detalha os bastidores dessa disputa e analisa os argumentos institucionais de cada lado.

Em relação às críticas sobre a utilização do Maracanã para outros fins, como a partida da NFL, Bernardo ressalta que o evento internacional não gerou renda direta ao Flamengo, mas sim 300.000 dólares à administração do estádio. Isso decorre da cota de até seis datas anuais reservadas ao poder público do Estado do Rio de Janeiro, sem relação com a iniciativa do clube da Gávea.

Pedrinho quer levar clássico contra o Flamengo para São Januário

Concessão de longo prazo e o projeto do Gasômetro

O debate sobre o estádio também envolve declarações políticas, como a proposta de Edmundo de intervir na concessão. Bernardo pontua que o contrato atual do consórcio com o governo tem validade de 28 anos, inviabilizando medidas unilaterais para desrespeitar o acordo firmado.

A segurança jurídica da concessão influenciou inclusive o ritmo das obras da nova praça esportiva rubro-negra. Após a aquisição do terreno do Gasômetro por R$ 140 milhões, na gestão de Rodolfo Landim, o presidente Bap obteve junto ao prefeito Eduardo Paes a remoção do prazo rígido de entrega que antes previa a inauguração até 2029. Com custo estimado em cerca de 2 bilhões de reais, o projeto será conduzido sem endividamento abrupto, mantendo o Maracanã como casa principal do Flamengo pelos próximos anos.

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