Flamengo recebeu proposta da Fatal Models? A apuração do caso
Especulação sobre oferta de R$ 100 milhões ao Rubro-Negro é negada em meio ao cenário de incerteza com as bets.
Informações que circularam sobre uma suposta proposta de R$ 100 milhões da Fatal Models ao Flamengo não procedem. Bernardo Ramos detalha o cenário do patrocínio master do clube e os desdobramentos financeiros recentes.
A informação veiculada sobre uma suposta proposta de R$ 100 milhões da Fatal Models para assumir o patrocínio master do Flamengo não é verdadeira. De acordo com a apuração de Bernardo Ramos, a diretoria do Rubro-Negro afirma que nenhum contato oficial foi feito pela empresa. Inclusive, a avaliação interna no clube é de que a marca aproveitou a visibilidade do momento para gerar repercussão sobre o tema.
O surgimento de especulações desse tipo ocorre em decorrência do cenário de incertezas envolvendo as casas de apostas no Brasil. No vídeo acima, Bernardo Ramos analisa detalhadamente o impacto financeiro dessa questão nos cofres do clube e as discussões recentes dos bastidores do futebol brasileiro.
Impacto das medidas sobre as bets e as contas do clube
Atualmente, o Flamengo mantém contrato de patrocínio master com a Betano no valor de R$ 268 milhões por ano. Em entrevista concedida ao Metrópoles, o presidente Bap pontuou que os impactos de uma medida provisória com duração de três meses podem representar um comprometimento de R$ 400 milhões nos cofres rubro-negros. Esse dado vai ao encontro do levantamento trazido anteriormente por Rodrigo Matos, correspondendo a cerca de 20% do orçamento do clube, que faturou R$ 2 bilhões e 78 milhões em 2025.
Para Bernardo, é evidente que haverá impacto sensível nas finanças de diversas equipes do futebol nacional. O comentarista ressalta que compromissos assumidos em contratações, como no caso de Lucas Paquetá, envolvem pagamentos a prazo estruturados sobre as previsões de receitas. Desta forma, alterações drásticas na regulamentação e taxação do setor de apostas atingem diretamente o fluxo planejado pelas agremiações.
Limitação de estrangeiros na CBF
Outro tema analisado por Bernardo envolve a decisão da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e de outros 37 clubes das séries A e B em limitar a utilização de atletas estrangeiros. Na votação, apenas Flamengo, Bahia e Londrina se posicionaram contra a medida.
Bernardo avalia a decisão como um retrocesso e recorda o posicionamento de Jorge Jesus, para quem os problemas centrais do país envolvem o calendário e os processos de formação na base, e não a presença de estrangeiros. O comentarista cita o exemplo da Inglaterra, onde a Premier League possui 72% de atletas estrangeiros desde a implementação da Lei Bosman em 1995 — com o Chelsea atuando em 1998 com equipe totalmente formada fora da Grã-Bretanha —, caminho que culminou na evolução técnica e em campanhas consistentes da seleção inglesa.