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Flamengo avalia atuar como amicus curiae contra MP das bets

Clube busca preservar contrato de R$ 268 milhões com a Betano sem ingressar com uma ação judicial direta individual.

O Flamengo não deve entrar com uma ação individual direta contra a Medida Provisória das bets, mas estuda participar dos processos como amicus curiae. A iniciativa visa fornecer subsídios e proteger o patrocínio master de R$ 268 milhões com a Betano.

O Flamengo não ingressará com uma ação judicial direta individual para tentar derrubar a MP das bets. No entanto, segundo apuração com uma fonte importante do clube, a diretoria avalia atuar como amicus curiae, exercendo o papel de colaborador da Justiça por meio do fornecimento de documentos e dados contratuais.

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O papel de colaborador e a receita da Betano

No vídeo acima, Bernardo Ramos detalha os reflexos do jargão jurídico e a motivação do clube carioca. O objetivo central é municiar a Justiça com informações concretas, como o contrato de patrocínio master com a Betano, estipulado em R$ 268 milhões — o maior montante da história do futebol brasileiro. Para Bernardo, o Flamengo acerta na estratégia ao evitar o desgaste de uma ação isolada, apostando que o conjunto probatório auxilie na concessão de liminares para manter a exibição da logomarca e o fluxo de pagamentos.

A estabilidade do contrato é fundamental para o fluxo de caixa rubro-negro. Bernardo relembra a apuração do jornalista Diogo Dantas de que o Flamengo reservou R$ 40 milhões por ano para quitar, de forma parcelada até 2028, a contratação de seis jogadores: Paquetá, Plata, Emerson Royal, Samuel Lino, Joaquín Freitas e Anthony Valencia. Um corte abrupto nas receitas de patrocínio ameaçaria os compromissos de uma gestão que se estruturou para manter os pagamentos em dia.

Flamengo avalia atuar como amicus curiae contra MP das bets

Impacto no ecossistema e críticas a socorro estatal

Para Bernardo, o patrocínio das empresas de aposta criou um ecossistema indispensável tanto para as agremiações quanto para as grandes empresas de comunicação, citando marcas como Superbet, KTO e Bandbet. Ele adverte que inviabilizar o mercado formal acaba empurrando os usuários para operadores ilegais, que não recolhem impostos federais.

Bernardo também critica articulações em Minas Gerais sobre socorro público a clubes de futebol, mencionando o Cruzeiro. O jornalista compara a ideia a um PROER do futebol — mecanismo criado em 1995, no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, para o setor bancário — e avalia iniciativas desse tipo como puramente eleitoreiras, ressaltando que o poder público não tem a obrigação de financiar clubes ou SAFs.

Diante da tramitação da medida no Congresso, a postura recomendada para o presidente Bap é de paciência, sem rescisões contratuais precipitadas no calor do momento. Para elucidar os conceitos do jargão jurídico, Bernardo pontuou que consultou o advogado e jornalista André Canfí, colunista do UOL.

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