Estudo detalha impacto financeiro do fim das bets no Flamengo
Projeção do professor Marcelo Munh aponta risco de déficit de até R$ 320 milhões no orçamento do clube para 2027.
Um estudo exclusivo apresentado no canal analisa os efeitos da MP das Bets nas finanças do Flamengo para a temporada de 2027. O levantamento compara cenários de superávit e rombos que podem chegar a R$ 320 milhões.
O Flamengo enfrenta um cenário de indefinição financeira com as mudanças regulatórias trazidas pela MP das Bets. Segundo Bernardo Ramos, o impacto da saída desse modelo de patrocínio representa uma perda irreparável nas contas do clube, exigindo reformulações no planejamento econômico e esportivo.
Para detalhar a dimensão desses números, o professor Marcelo Munh elaborou um estudo exclusivo projetando os cenários para 2027. No vídeo acima, o especialista apresenta graficamente como a receita recorrente, as premiações esportivas e a folha salarial reagem à troca do patrocinador master e ao desempenho dentro de campo.
Parâmetros e premissas orçamentárias
A análise financeira parte da manutenção das receitas recorrentes e custos operacionais projetados em 2026. A base de comparação coloca o patrocínio master atual de apostas em R$ 400 milhões contra a estimativa de R$ 160 milhões para um eventual substituto de outro segmento de mercado.
Além da cota de patrocínio, o modelo orçamentário estabelece metas fixas de R$ 150 milhões em vendas de atletas e R$ 125 milhões como estimativa de premiação pelo título da Copa Libertadores da América. O estudo também calcula que o custo anual de manutenção de um atleta de ponta no elenco gira em torno de R$ 50 milhões, somando salários e encargos.
Os cenários entre superávit e déficit
No cenário em que a patrocinadora master do setor de apostas permanece e o clube cumpre as metas esportivas e de transferências, o Flamengo fecharia o exercício de 2027 com lucro projetado de R$ 195 milhões. No entanto, com a entrada de um novo patrocinador gerando R$ 160 milhões, as contas passam imediatamente para o terreno negativo.
Mantendo o título continental e a venda de atletas, a redução no patrocínio master gera um déficit de R$ 45 milhões, o que equivale ao custo anual de um jogador de primeira linha. Se o clube não conquistar o torneio continental, o prejuízo sobe para R$ 170 milhões, exigindo a saída de até três atletas de topo ou uma arrecadação extra equivalente em negociações para equilibrar o caixa.
Na hipótese mais severa apresentada pelo professor Marcelo Munh, caso o time fique sem o título da competição sul-americana e não atinja a meta de R$ 150 milhões em transferências, o rombo orçamentário atinge R$ 320 milhões. Nesse quadro extremo, a compensação financeira demandaria o corte de até seis jogadores com vencimentos elevados da folha salarial.